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    Lula fala em risco à democracia após avanço da extrema direita na Europa

    Alerta acontece após resultado das eleições para o Parlamento Europeu

    Presidente Lula desembarca em Genebra, na Suíça, onde participará de evento da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
    Presidente Lula desembarca em Genebra, na Suíça, onde participará de evento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Ricardo Stuckert

    Reuters

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (13) que a democracia como é conhecida atualmente está sob risco após avanço da extrema direita nas eleições para o Parlamento Europeu realizadas no último fim de semana.

    Em fala a jornalistas em Genebra, na Suíça, onde participará de evento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Lula disse ainda que aqueles que acreditam na democracia precisam brigar para preservá-la em todos os lugares do mundo.

    “Eu tenho dito a todo mundo que nós temos um problema de risco da democracia tal qual nós a conhecemos. Porque o negacionista nega as instituições, nega aquilo que é o Parlamento, aquilo que é a Suprema Corte, aquilo que é o Poder Judiciário, aquilo que é o próprio Congresso. Ou seja, são pessoas que vivem na base da construção de mentiras”, disse Lula ao ser questionado sobre o resultado das eleições para o Parlamento da União Europeia.

    “Eu acho que é um perigo, mas acho que um alerta também. Acho que as pessoas que respeitam a democracia têm que brigar para que a democracia prevaleça na Europa, na América do Sul, na América Latina, na Ásia e em todos os lugares”, acrescentou.

    A extrema direita foi a mais votada nas eleições para o Parlamento Europeu na França, o que levou o presidente francês, Emmanuel Macron, a dissolver o Parlamento francês e convocar eleições legislativas antecipadas. Isso acontece após a vitória do partido de extrema direita Reunião Nacional, liderado por Marine Le Pen, para o Legislativo da UE.

    Na Alemanha, o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), que está oficialmente sob vigilância da agência de inteligência alemã por suspeita de tentativa de destruir a democracia do país, foi o segundo mais votado nas eleições para o Parlamento Europeu no país. Ao passo que o governista Partido Social-Democrata, do chanceler Olaf Scholz, teve o pior resultado eleitoral de sua história.

    Apesar do avanço da extrema direita nas eleições para o Parlamento Europeu, o grupo centrista da atual presidente da Comissão Europeia, órgão Executivo da UE, Ursula von der Leyen, ficou com a maior quantidade de assentos – 402 na assembleia de 720 cadeiras. Ela já iniciou negociações para formar uma coalizão e permanecer no cargo.