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    Lula fará na ONU cobrança para que países ricos paguem por transição energética, diz ministro

    Alexandre Silveira afirmou que ideia é transmitir a mensagem de que a agenda verde contribuirá para a paz

    Renata AgostiniPedro Teixeirada CNN

    O presidente Lula (PT) fará em seu discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU um chamado para que os países desenvolvidos financiem os esforços para a transição energética.

    “Não é justo que o Brasil e os demais países do Sul Global paguem pela transição. Essa transição deve ser monetizada”, afirmou à CNN o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

    Segundo o ministro, a ideia é transmitir a mensagem de que a agenda verde contribuirá para a paz.

    “O mundo, especialmente os países desenvolvidos, que já têm qualidade de vida, precisam reconhecer a importância da construção de um mundo de paz. E essa paz há de ser construída a partir da prosperidade dos países em desenvolvimento. E essa ideia de conexão entre os dois temas que venho conversando com o presidente Lula”, afirmou.

    Silveira está em Nova York, nos EUA, onde lançou no domingo (17), em evento da ONU, o Programa Nacional de Transição Energética Justa e Inclusiva. A investidores estrangeiros, o titular de Minas e Energia falou sobre os planos do governo para promover a descarbonização da economia e destacou a importância da aprovação do PL do Combustível do Futuro para destravar projetos de biocombustíveis e hidrogênio verde no país.

     

    Dívida de países ricos

    Ao reforçar a defesa de que os países desenvolvidos devem pagar pelo “desenvolvimento industrial” dos últimos 200 anos, Lula repetirá o que disse durante a Cúpula da Amazônia, em agosto.

    Na ocasião, o presidente afirmou que a dívida dos países ricos, que não estariam cumprindo acordos de financiamento para o desenvolvimento ambiental, supera os 100 bilhões de dólares.

    O presidente brasileiro deve citar a legitimidade do país para cobrar as nações desenvolvidas.

    Um dos exemplos que devem ser lembrados é a diminuição do desmatamento na Amazônia desde o início do ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

    A redução é de 48% de janeiro a agosto, o que permitiu que o Brasil deixasse de emitir quase 200 milhões de toneladas de carbono.

    Lula chegou a Nova York ainda na noite de sábado (16) após participar da reunião de líderes do G77+China, em Cuba. O petista deverá permanecer nos Estados Unidos até quinta-feira (21).

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