Lviv luta para alimentar e abrigar 200 mil ucranianos deslocados, diz prefeito
Em comunicado em vídeo, Andriy Sadovyi pediu centros móveis de permanência temporária com banheiros equipados e postos de alimentação para a cidade
O prefeito de Lviv disse, nesta terça-feira (8), que a cidade, localizada no oeste da Ucrânia, está lutando para fornecer comida e moradia para cerca de 200 mil ucranianos deslocados, que fugiram de partes do país devastadas pela guerra.
“Cerca de 200 mil ucranianos já chegaram a Lviv. Mulheres, crianças, idosos, fugindo de bombardeios, foram forçados a fugir de suas casas. Nós acomodamos a todos, fornecemos comida e tudo o que for necessário”, disse o prefeito Andriy Sadovyi em um comunicado em vídeo.
"Mas os trens estão vindo e os números estão crescendo", acrescentou.
Ele instou as organizações internacionais a fornecer ajuda "aqui em Lviv, na Ucrânia".
“Precisamos de centros móveis de permanência temporária com banheiros equipados e postos de alimentação. Apoio médico e psicológico, remédios, coletes à prova de balas e capacetes. Hospitais móveis para crianças e adultos”, disse.
Em um comunicado separado, na segunda-feira (8), Sadovyi disse que a cidade estava atingindo o limite de sua capacidade. Cerca de 440 instalações culturais e educacionais em Lviv estão sendo usadas para abrigar pessoas deslocadas, juntamente com 85 edifícios religiosos, disse o gabinete do prefeito.
Últimas notícias da guerra
O Ministério de Defesa da Rússia informou, nesta terça-feira (8), que corredores humanitários foram abertos em cinco cidades ucranianas, entre elas a capital, Kiev. As forças russas afirmaram que interromperam os ataques nos locais das rotas por volta de 9 horas no horário local — 4 horas de Brasília.
Além de Kiev, os corredores estão localizados em Sumy, Cherhihiv, Kharkiv e Mariupol.
Autoridades do Ministério da Defesa da Ucrânia também confirmaram que o resgate em alguns dos corredores está acontecendo. Estudantes estrangeiros estão sendo levados de Sumy para Poltava.
A chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, pediu nesta terça-feira que os civis presos possam sair em segurança. “Repito meu apelo urgente para um fim pacífico das hostilidades”, declarou.
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