Macron pede que EUA e Irã retomem negociações sobre guerra

Presidente da França defendeu cessar-fogo e ressaltou importância da reabertura do Estreito de Ormuz para paz na região

Tim Lister, da CNN
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O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou ter conversado na segunda-feira (13) com os presidentes dos EUA e Irã, Donald Trump e Masoud Pezeshkian, respectivamente, e pediu a retomada das negociações após a primeira rodada ter terminado sem acordo.

Macron defendeu a continuação das negociações "interrompidas" em Islamabad, capital do Paquistão, no fim de semana para "esclarecer mal-entendidos e evitar novas fases de escalada".

"É essencial, em particular, que o cessar-fogo seja estritamente respeitado por todos, e que isso inclua o Líbano", disse o líder francês em uma publicação no X nesta terça-feira (14).

Os Estados Unidos têm insistido que o conflito no Líbano é uma questão separada das negociações com o Irã.

"É igualmente importante que o Estreito de Ormuz seja reaberto incondicionalmente, sem controles ou pedágios, o mais rápido possível", disse Macron. Isso permitiria que as negociações fossem retomadas rapidamente, afirmou.

 

A França e o Reino Unido realizarão uma videoconferência na próxima sexta-feira (17) com representantes de seus governos, prontos para conduzir uma missão defensiva com o objetivo de restabelecer a liberdade de navegação no estreito quando as condições de segurança permitirem, pontuou Macron.

A mídia iraniana citou Pezeshkian dizendo ao presidente francês que “as exigências excessivas e a falta de vontade política de altos funcionários americanos” impediram um acordo.

Masoud Pezeshkian alertou que “abordagens baseadas em ameaças, pressão e ação militar não são apenas improdutivas, mas também aumentarão a complexidade das questões e agravarão os problemas criados pelos próprios americanos”, segundo a agência de notícias semioficial Fars.

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