Maduro diz que soldados precisam treinar para “quebrar dentes” de invasores

Forças Armadas da Venezuela realizaram exercício militar anual chamado “Escudo Bolivariano”

Luciana Taddeo, da CNN, em Buenos Aires
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quarta-feira (22) que as Forças Armadas do país precisam treinar para conseguir reagir imediatamente diante de “qualquer surpresa” e “quebrar os dentes” de grupos que possam tentar entrar no seu território.

A fala foi feita em discurso durante um exercício militar anual chamado “Escudo Bolivariano”, realizado em toda a Venezuela.

O chavista ressaltou que o treinamento "é um elemento chave para tudo na vida, mas, para a defesa armada de um país, é importante" ter a capacidade "de reação integral e imediata. E quebrar os dentes de qualquer grupo que pretenda entrar na nossa Venezuela soberana e pacífica".

Ele também pontuou que é preciso defender a área marítima e todas as fronteiras terrestres. As simulações realizadas pelas Forças Armadas venezuelanas levaram, inclusive, o governo chavista a fechar temporariamente a fronteira com o Brasil.

Os exercícios militares venezuelanos serão realizados até esta quinta-feira (23). Apesar da demonstração de força, Maduro argumenta que o objetivo da iniciativa é “construir a paz”.

O governo da Venezuela vive sua mais grave crise de legitimidade, desde que a suposta vitória de Maduro nas eleições presidenciais do ano passado não foi reconhecida por grande parte da comunidade internacional, devido à falta de publicação dos resultados detalhados do pleito.

No dia da posse presidencial, após ameaças do candidato opositor Edmundo González de que entraria na Venezuela para assumir o comando do país, as Forças Armadas divulgaram imagens de mísseis sendo posicionados para “defender a soberania”.

González deixou o país após ter um mandado de prisão emitido contra ele.

Além disso, no final de semana após a posse, o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe pediu uma intervenção militar na nação sul-americana, com apoio da Organização das Nações Unidas, para que Maduro fosse retirado do poder.

Na terça-feira (21), o Parlamento venezuelano o declarou como “inimigo público” do país.