Maduro se reúne com o enviado especial da China em Caracas
País asiático é um dos maiores aliados do regime chavista

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, recebeu na sexta-feira (2) Qiu Xiaoqi, enviado especial do governo chinês, no Palácio de Miraflores.
A reunião contou com a presença de importantes autoridades venezuelanas, incluindo a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez e o ministro das Relações Exteriores, Yvan Gil, além de uma delegação técnica e diplomática da China.
Segundo a TV estatal venezuelana, a visita teve como foco a revisão de mais de 600 acordos bilaterais existentes.
A visita ocorre em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre Maduro. As medidas incluem a ampliação das sanções, o aumento da presença militar americana na região, mais de duas dezenas de ataques a embarcações supostamente envolvidas no tráfico de drogas no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe e recentes apreensões de petroleiros pelos EUA.
No final de dezembro, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que a apreensão de navios de outro país pelos Estados Unidos constituiu uma grave violação do direito internacional. O posicionamento veio após os EUA interceptarem um petroleiro com destino à China na costa venezuelana, acrescentando que a China se opõe a todas as sanções "unilaterais e ilegais".
A China é a maior compradora de petróleo bruto venezuelano, que representa cerca de 4% de suas importações.


