Mais de 12 mil peregrinos iranianos não conseguem sair da Arábia Saudita

Viajantes foram para Meca em junho para as celebrações anuais, antes do início do conflito entre Israel e Irã, que fechou espaços aéreos e aeroportos

Mohammed Tawfeeq, da CNN
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Aproximadamente 12.500 peregrinos iranianos estão “presos” em Medina, na Arábia Saudita, devido à suspensão de voos para o Irã em meio ao conflito com Israel, informou mídia estatal iraniana.

No início de junho, milhões de muçulmanos estavam em Meca, na Arábia Saudita, para a peregrinação anual do Hajj e para celebrar o Eid al-Adha em 6 de junho. Alguns também viajaram para Medina durante a peregrinação.

“Houve considerações sobre o uso de aeroportos em países vizinhos para peregrinos de províncias orientais, mas isso não foi implementado”, informou a agência de notícias estatal iraniana IRNA.

O Irã afirmou estar em coordenação com a Arábia Saudita e o Iraque para facilitar o retorno dos peregrinos por meio de travessias de fronteira terrestre.

A Arábia Saudita tem facilitado “todas as necessidades dos peregrinos iranianos e fornecido todos os serviços até que as condições estejam adequadas para seu retorno seguro à sua terra natal e às suas famílias”, disse a agência de notícias estatal SPA da Arábia Saudita.

Entenda as celebrações

O Hajj é uma peregrinação sagrada exigida de todo muçulmano pelo menos uma vez na vida — é um dos cinco pilares do islamismo.

Todos os anos, milhões de muçulmanos do mundo inteiro viajam para Meca, e realizam o Hajj. Este ano, aconteceu entre 4 e 9 de junho.

O Eid al-Adha, um dos dois principais festivais do islamismo, marca o clímax da peregrinação anual do Hajj, quando os muçulmanos abatem animais para comemorar a disposição de Ibrahim, ou Abraão, de sacrificar seu filho sob a ordem de Deus, muitas vezes distribuindo carne aos pobres.

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