Mais de 200 novas espécies são descobertas na região de Mekong, diz WWF; veja fotos

Novas descobertas são animadoras, mas trazem destaque para as ameaças ambientais enfrentadas pela vida selvagem

Jessie Yeungda CNN*

Em Bangkok

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Um tritão com chifres, um bambu resistente à seca e um macaco nomeado como um vulcão estão entre as 224 novas espécies descobertas na região de Mekong em 2020, disse um grupo de conservação na quarta-feira (26), apesar da “grave ameaça” de perda de habitat.

As descobertas foram listadas em um relatório da World Wildlife Fund (WWF) e incluem uma nova lagartixa-de-pedra encontrada na Tailândia, uma espécie de amoreira no Vietnã e um sapo com a cabeça enorme no Vietnã e no Camboja, que já está ameaçado pelo desmatamento.

Algumas das criaturas mais curiosas incluem o Popa Langur, um macaco com longos membros e uma cauda longa, nomeado a partir do vulcão extinto Monte Popa, lar de aproximadamente 100 desses animais – a maior população da espécie.

As 224 descobertas delinearam a biodiversidade rica da região de Mekong, que engloba a Tailândia, Mianmar, Laos, Camboja e Vietnã, disse a WWF, mas também destacaram as ameaças que a vida selvagem enfrenta em habitats naturais fragmentados e degradados, com especialistas clamando por uma maior cooperação internacional para preservar o que sobra.

As descobertas em Mekong “demonstram que a região ainda é parte da linha de frente para a exploração científica e um local de interesse para a diversidade de espécies”, disse o relatório. “No entanto, esses achados também são um duro lembrete do que temos a perder se assentamentos humanos e atividades de desenvolvimento continuarem a destruir o meio ambiente.

Muitas espécies serão extintas antes mesmo de serem descobertas, atingidas pela destruição dos habitats, doenças espalhadas por atividades humanas, predação e competição trazidas por espécies invasoras, e os impactos devastadores do tráfico de vida selvagem.

WWF

 

A área serve de lar para algumas das espécies em maior perigo no mundo. Um relatório das Nações Unidas divulgado no ano passado afirmou que o tráfico de animais selvagens no sudeste da Ásia estava retornando após uma interrupção temporária devido às restrições da Covid-19, que fecharam as fronteiras e endureceram a fiscalização.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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