Mais de 80 pessoas morrem em Gaza após ataques de Israel, dizem autoridades

Fontes ressaltaram que vítimas desta quinta-feira (3) incluíam dezenas de pessoas que buscavam ajuda

Kareem Khadder, da CNN
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Mais de 80 palestinos foram mortos na Faixa de Gaza nesta quinta-feira (3), de acordo com autoridades de saúde, enquanto Israel intensifica os ataques no território.

As mortes, que segundo as autoridades incluíam dezenas de pessoas que buscavam ajuda, ocorrem em um momento de retomada das negociações para um cessar-fogo.

Uma fonte disse à CNN que autoridades do Hamas se reuniriam para preparar uma resposta à proposta mais recente, que foi aceita por Israel.

Em uma escola transformada em centro de acolhimento de refugiados na Cidade de Gaza, 15 pessoas foram mortas e 25 ficaram feridas em ataques israelenses, que deixaram muitas vítimas com queimaduras graves, afirmou o diretor do hospital Al-Shifa, doutor Mohammad Abu Silmiya.

"A cena foi extremamente angustiante devido aos corpos carbonizados dos mártires e das crianças", relatou Fares Afana, chefe dos Serviços Médicos e de Emergência no norte de Gaza.

O diretor do hospital pontuou que outras 12 pessoas foram mortas em outros ataques na cidade de Gaza.

Em resposta a uma pergunta da CNN sobre o ataque contra a escola, o Exército de Israel afirmou que atingiu um "terrorista-chave do Hamas que operava em um centro de comando e controle do grupo militante" na cidade de Gaza.

Os militares também afirmaram que, antes do ataque, "inúmeras medidas foram tomadas para mitigar o risco de ferir civis, incluindo o uso de munições de precisão, vigilância aérea e inteligência adicional".

Mortes e estruturas danificadas pelos ataques

No início da manhã desta quinta, o Exército israelense afirmou que atingiu no último dia "aproximadamente 150 alvos em toda a Faixa de Gaza, incluindo terroristas, rotas subterrâneas, estruturas militares, armas, postos de atiradores de elite e outros locais de infraestrutura terrorista".

A CNN solicitou mais comentários dos militares sobre os ataques.

Imagens feitas no local da ofensiva mostraram chamas dentro de um prédio e vários corpos queimados.

No sul de Gaza, 35 corpos chegaram ao Hospital Nasser na manhã desta quinta, de acordo com o porta-voz do hospital, Ahmad Al-Fara.

O número de vítimas inclui 15 pessoas que teriam sido mortas enquanto aguardavam ajuda em Khan Younis e outras 20 que morreram em ataques a acampamentos na cidade, informou o hospital.

Os solicitantes de ajuda aguardavam perto dos locais de distribuição da GHF (Fundação Humanitária de Gaza), apoiada pelos EUA, na área de Al-Tahliya, no sudoeste de Khan Younis, quando foram atingidos.

"Disseram que a americana (GHF) está segura. É isso que a segurança significa?", comentou um homem, Awad Barbach, no funeral de um dos mortos.

Em outro caso, no centro de Gaza, perto do Corredor Netzarim, multidões se reuniram para receber ajuda em caminhões quando o caos se instalou, segundo uma testemunha.

Vinte e cinco pessoas morreram no caso, de acordo com Abu Silmiya, diretor do hospital Al-Shifa.

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