Manifestações na Síria comemoram um ano da queda de Bashar al-Assad

Ditador foi deposto por levante rebelde comandado pelo atual presidente, Ahmed al-Sharaa

Mahmoud Hassano, da Reuters, Yamam al-Shaar e Kinda Makieh, da CNN
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Os sírios celebraram nesta segunda-feira (8) o primeiro aniversário da queda de Bashar al-Assad e do fim de seu regime autoritário, enquanto a nação fragmentada luta para encontrar estabilidade e se recuperar após anos de guerra.

Celebrações oficiais estão planejadas em todas as cidades sírias, incluindo a Praça Omíada, no centro de Damasco, que tem estado repleta de manifestações festivas antes do dia 8 de dezembro, e em outras partes do país. Desfiles militares também são esperados.

"Mal podemos acreditar que, em apenas um ano, nos livramos de um tirano que governou por (quase) seis décadas, quase 60 anos. Este era um grande sonho nosso e, graças a Deus, Ele nos abençoou com essa dádiva", disse Abdul Ghani al-Mohammed na cidade de Latakia.

Assad fugiu da Síria para a Rússia há um ano, quando rebeldes comandados pelo novo presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, tomaram Damasco e puseram fim ao seu governo, após mais de 13 anos de guerra que teve origem em uma revolta contra Assad.

A família Assad, pertencente à minoria alauíta da Síria, governou o país por 54 anos.

A guerra na Síria matou centenas de milhares de pessoas e deslocou milhões desde 2011, levando cerca de cinco milhões a buscar refúgio em países vizinhos.

A agência da ONU para refugiados afirmou na segunda-feira que cerca de 1,2 milhão de refugiados, além de 1,9 milhão de deslocados internos, retornaram para casa desde a queda de Assad, mas a redução do financiamento internacional pode dissuadir outros.