María Corina Machado reafirma a Trump que Venezuela tem presidente eleito

Opositora do regime de Maduro disse que reunião com presidente americano foi "histórica" e "extraordinária"

Alessandra Freitas, da CNN em Espanhol
A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz e líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, discursa durante uma coletiva de imprensa em Oslo, Noruega, em 11 de dezembro de 2025  • Leonhard Foeger/Reuters
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A líder oposicionista venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, descreveu sua reunião de quinta-feira (15) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como “histórica” e “extraordinária”.

“O que está acontecendo neste momento é histórico, não só para o futuro da Venezuela, mas para o futuro da liberdade no mundo”, afirmou Machado.

Em uma reunião separada, Machado disse a senadores americanos que o foco da oposição é transformar a “Venezuela em um país livre e seguro, e o aliado mais forte que os Estados Unidos já tiveram nesta região”.

“Somos uma sociedade profundamente pró-americana”, acrescentou Machado.

Ela destacou que o governo de Trump entende a necessidade de reconstruir as instituições, proteger os direitos humanos e a liberdade de expressão, além de avançar para “um novo e genuíno processo eleitoral” que incentive os venezuelanos a retornarem ao seu país.

“Eu insisti — e continuarei insistindo — que a Venezuela tem um presidente eleito, e me sinto muito orgulhosa de trabalhar ao lado dele”, disse Machado, referindo-se ao candidato oposicionista Edmundo González.

Embora os Estados Unidos já tenham reconhecido González como presidente eleito após as disputadas eleições de 2024 na Venezuela, o país é atualmente governado pela presidente interina Delcy Rodríguez, que era vice-presidente de Nicolás Maduro antes de sua captura pelos Estados Unidos.

Trump afirmou anteriormente que não acredita que Machado tenha apoio suficiente dentro da Venezuela para governar, e a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, observou no início da reunião que ele não havia mudado de opinião.

“Quando a Venezuela for livre, milhões de venezuelanos retornarão por sua própria vontade”, afirmou a líder oposicionista.

Ela acrescentou que Trump estava muito preocupado com a “segurança do povo venezuelano” e com “as crianças que não estão indo à escola porque os professores ganham apenas um dólar por dia”.

Machado não forneceu detalhes sobre acordos específicos nem sobre os próximos passos discutidos durante a reunião.