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    Marido de brasileira é chamado pelo Exército de Israel após ataques do Hamas

    Segundo Aline Szwekies, homem foi convocado pelas forças israelenses no sábado (8) e precisou fazer as malas às pressas

    Flávio Ismerimda CNN São Paulo

    A guia turística Aline Szwekies, que é brasileira e mora em Jerusalém, contou à CNN, neste domingo (8), que seu marido foi convocado para se juntar ao Exército israelense no campo de batalha em razão dos ataques do Hamas, classificado pelos Estados Unidos e pela União Europeia como grupo terrorista, ao país.

    Ela é casada com um israelense que cumpriu o serviço militar obrigatório no país como combatente e, portanto, segue como reservista do Exército de Israel até os 45 anos. Ele pode ser convocado a qualquer momento para servir as Forças Armadas do país.

    “Ontem, quando começaram a tocar as sirenes e eu comecei a acompanhar o noticiário, a primeira coisa que passou pela nossa cabeça é que provavelmente iam chamar o meu marido”, relatou Aline.

    À CNN, a guia turística explicou que a comunicação oficial veio por meio do WhatsApp. Primeiro chegaram mensagens oficiais pedindo que seu marido fizesse as malas com o uniforme e os equipamentos do Exército que ele mantém em casa e, depois, avisaram o dia e o horário de onde ele deveria se apresentar.

    “Ontem mesmo ele já foi chamado e teve que ir para a base militar a que ele foi chamado”, contou a brasileira.

    Aline sabe em qual região seu marido foi se juntar às tropas, mas, por questões de segurança, não pôde informar à CNN. Ela relatou ainda que ele precisou desligar o celular a pedido do comando do Exército.

    “Ele disse que vai mandar atualizações, mas não vai ser através do celular dele. Vai ser através dos comandantes. Ele vai mandar mensagem quando possível para avisar que está bem, mas, no momento, a gente está incomunicável.”

    FOTOS — Israel e Hamas entram no 2º dia de confronto após sábado violento

    O confronto

    Mais de 600 pessoas foram mortas em Israel desde que grupo islâmico Hamas, classificado pelos Estados Unidos e pela União Europeia como grupo terrorista, lançou um ataque surpresa no sábado (7).

    Esse número deve aumentar ainda mais, segundo disse o ministro israelense de Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, à CNN neste domingo (8).

    “Estamos com mais de 600 pessoas mortas. Provavelmente haverá mais – centenas, várias centenas”, destacou Dermer.

    Mais de 2 mil pessoas estão feridas, de acordo com as autoridades, e os combates se intensificaram neste domingo.

    O Ministério da Saúde palestino informou que ao menos 370 palestinos foram mortos e outros 2.200 feridos em Gaza desde sábado.

    Veja também: Israel intensifica contraofensiva em Gaza

    Entrevista produzida por Duda Cambraia