Marinha dos EUA escoltará navios pelo Estreito de Ormuz, diz secretário
Chris Wright afirmou que as escoltas navais começarão “o mais rápido possível”

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, disse que a Marinha americana começará a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz assim que os recursos militares na região puderem desviar a atenção dos ataques de retaliação do Irã contra países vizinhos.
Em entrevista à Fox News, Wright afirmou que as escoltas navais começarão “o mais rápido possível”.
“Agora, todos os recursos militares dos Estados Unidos — e que Deus abençoe os homens e mulheres das Forças Armadas — estão totalmente focados em reduzir a capacidade do Irã de causar destruição entre seus vizinhos e contra americanos na região”, disse Wright. “Primeiro precisamos reduzir significativamente a capacidade deles de causar problemas e, assim que for razoável fazer isso, vamos escoltar navios pelo estreito e fazer a energia voltar a circular.”
O secretário também tentou minimizar a alta nos preços da gasolina, que nesta sexta-feira atingiram o nível mais alto durante os mandatos de Donald Trump. Segundo ele, a situação deve durar “semanas, não meses”, classificando o aumento como “uma pequena interrupção no momento”.
Wright também afirmou que o anúncio do governo de que permitirá que a Índia compre petróleo russo por 30 dias não representa uma mudança na política contra a Rússia, mas sim uma medida “temporária” para evitar interrupções no mercado global de energia em meio à guerra.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.



