México continuará apoiando Bachelet para comandar ONU, diz presidente

Anúncio veio depois do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, dizer que não apoia mais candidatura de ex-líder chilena ao cargo

Sarah Morland e Aida Peláez-Fernández, da Reuters
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse ​nesta quarta-feira (25) que seu país ​continuará apoiando a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU, depois que o Chile retirou seu apoio no dia anterior.

Sheinbaum afirmou que em breve falaria por telefone com a duas vezes presidente, cuja indicação foi apresentada ⁠pelos governos de México, ​Brasil e Chile antes da posse do ​presidente de direita José Antonio Kast neste mês.

"Acreditamos que Bachelet ⁠é a pessoa ideal para ⁠liderar as Nações Unidas e continuaremos a ​apoiá-la", ‌declarou Sheinbaum em uma coletiva de imprensa diária.

Bachelet disse ⁠na terça-feira que manteria sua candidatura com o apoio do México e do Brasil, que ainda não comentou a decisão do ‌Chile.

"Ela ⁠é uma ‌mulher que busca a paz no mundo, que tem uma visão para a construção de direitos, para a resolução ⁠pacífica de conflitos, para a ⁠reconstrução da ONU como uma organização dedicada à resolução de conflitos internacionais ‌e para o estabelecimento de uma declaração de direitos para todas as pessoas do mundo", disse Sheinbaum.

O Chile afirmou na terça-feira que se absteria de apoiar qualquer candidato ‌depois de ter retirado seu apoio a Bachelet, cuja candidatura Kast disse que seu antecessor, o esquerdista Gabriel ⁠Boric, não deveria ter apoiado.

Bachelet foi a primeira mulher chefe de Estado do Chile e agora está entre os ​principais candidatos a suceder o secretário-geral António Guterres.

Ela atuou como ​alta comissária da ONU para direitos humanos de 2018 a 2022 e diretora executiva da ONU Mulheres de 2010 a 2013.