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    México denunciará invasão de sua embaixada na Corte Internacional e na ONU

    País rompeu relações com Equador após embaixada mexicana ser invadida em Quito para prisão de político

    Ministra das Relações Exteriores do México, Alicia Bárcena, em coltiva de imprensa em Mazatlán, México
    Ministra das Relações Exteriores do México, Alicia Bárcena, em coltiva de imprensa em Mazatlán, México 08/04/2024Presidência do México/via REUTERS

    Luciana Taddeoda CNN

    Buenos Aires

    O governo mexicano afirmou nesta segunda-feira (8) que prepara uma ação para denunciar na Corte Internacional de Justiça a violação do direito internacional pelo Equador após a invasão de sua embaixada no Equador, na última sexta (5), para a prisão do ex-vice-presidente Jorge Glas.

    “Não tem nenhuma justificativa para que forças policiais tenham invadido a embaixada, nem para agredir fisicamente a imunidade da equipe diplomática”, disse hoje a chanceler mexicana Alicia Bárcena, nas tradicionais coletivas de imprensa do presidente Andrés Manuel López Obrador.

    Segundo a chanceler, além da denúncia diante da Corte Internacional, que está sendo preparada, o México enviará uma carta ao secretário geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, “para que seja apresentada a todos os membros da ONU, ao Conselho de Direitos Humanos e à Assembleia-Geral”.

    Bárcena destacou que, após a invasão de sua embaixada, o México recebeu apoio de 29 países, sendo 20 latino-americanos.”O Brasil, a Bolívia e outros manifestaram de forma muito enérgica sua condenação [ao episódio] e apoio ao presidente Andrés Manuel López Obrador”

    Ela ressaltou que a Comunidade dos Estados Latino-americanos e do Caribe convocou uma reunião de chanceleres para esta terça para abordar a violação, pelo Equador, da Convenção de Viena, que regula as relações diplomáticas entre os países.

    Após a invasão de sua embaixada em Quito pela polícia equatoriana, o México rompeu relações com o governo de Daniel Noboa. Para o Equador, o asilo concedido ao ex-vice-presidente era ilegal, já que ele foi condenado por corrupção, o que é um crime “comum”, e não se enquadraria nos acordos previstos para asilo.

    “O México manteve comunicação direta com o Equador para abordar a questão do asilo e se o Equador tinha uma interpretação diferente quanto à convenção, deveria recorrer a procedimentos pacíficos”, protestou Bárcena.

    Ontem, todos os diplomatas mexicanos e seus familiares deixaram o Equador em um voo comercial. Na ida da embaixada equatoriana até o aeroporto, eles foram acompanhados por representantes diplomáticos de Cuba, Honduras e do Panamá.

    Em coletiva neste domingo, já no Aeroporto Internacional da Cidade do México, o chefe da embaixada mexicana em Quito, Roberto Canseco, usava um colar cervical. Após a invasão da embaixada, ele foi imobilizado e jogado no chão pela polícia equatoriana, ao tentar impedir que o ex-vice presidente fosse levado pelas forças de segurança.

    Em entrevista à CNN, ele disse que bateram nele durante a operação. A chanceler mexicana confirmou, na coletiva desta segunda, que diplomatas foram machucados.

    A embaixada do México em Quito ficará fechada por tempo indeterminado e os serviços consulares mexicanos no país foram suspensos.