Milei critica burocracia excessiva e diz o que mudaria no Mercosul
Presidente argentino pede abertura comercial, redução de tarifas alfandegárias e criação de agência contra o crime organizado durante reunião do bloco em Buenos Aires
Javier Milei, em seu discurso na Cúpula do Mercosul realizada em Buenos Aires, defendeu uma série de reformas para o bloco econômico, criticando a burocracia excessiva e as barreiras comerciais existentes.
O líder argentino argumentou que o Mercosul, criado originalmente para integrar as economias da região, acabou prejudicando muitos cidadãos e privilegiando setores específicos. Milei afirmou: "A barreira que levantamos para nos proteger comercialmente acabou nos tirando do comércio e da recorrência global e acabou castigando nossas populações com serviços e bens piores e com preços piores".
Propostas de mudança
Entre as propostas apresentadas por Milei, destacam-se:
1. Ampliação da lista de exceções de taxas alfandegárias para cidadãos e empresas;
2. Revisão das tarifas alfandegárias externas comuns, consideradas pelo presidente como "excessivamente altas e prejudiciais para consumidores em nossos países";
3. Criação de uma agência do Mercosul contra o crime organizado transnacional, com foco no combate ao narcotráfico.
O presidente argentino também celebrou o fechamento de um acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), além do relançamento do vínculo com a União Europeia.
Críticas à Venezuela e defesa das Ilhas Malvinas
Milei não se furtou a abordar temas polêmicos, criticando as detenções ilegais na Venezuela e exigindo a libertação de presos políticos, incluindo um policial argentino.
O líder argentino também reafirmou a reivindicação de seu país sobre as Ilhas Malvinas, agradecendo o apoio dos Estados integrantes do bloco à posição argentina nessa questão.
Ao encerrar seu discurso, Milei enfatizou a necessidade de mais liberdade comercial: "A Argentina não pode esperar. Precisamos de mais comércio, mais atividade econômica, mais investimento e trabalho de forma urgente e por isso precisamos de mais liberdade também de maneira urgente".


