Milhares de cubanos protestam contra "imperialistas" dos EUA em Havana
Presidente do país também esteve presente e pediu união à população
Milhares de cubanos se reuniram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana nesta sexta-feira (16) para protestar contra o que chamaram de agressão dos EUA na região, após a captura de Nicolás Maduro, um aliado de Cuba.
Pessoas agasalhadas se reuniram no Malecón, o calçadão à beira-mar da capital, agitando bandeiras cubanas e venezuelanas sob um céu cinzento, enquanto ventos fortes e ondas batiam na costa.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, vestido com uniforme militar verde-oliva e de costas para a embaixada dos EUA, pediu aos cubanos que permanecessem unidos diante da pressão dos EUA.
A tensão entre os dois rivais históricos aumentou desde o ataque dos EUA à Venezuela, que resultou na morte de 32 militares e oficiais de inteligência cubanos, que fariam parte da segurança de Maduro, marcando os primeiros confrontos entre forças americanas e cubanas em décadas.
Nos últimos dias, ambos os lados intensificaram a retórica política, marcando nova turbulência em relações já tensas entre os EUA e Cuba, governada pelo Partido Comunista, que fica a 145 km da costa da Flórida.


