Milhões estão “prontos para se sacrificar pelo país”, diz presidente do Irã
Declaração de Masoud Pezeshkian ocorre após ultimato de Trump para reabrir Estreito de Ormuz, com ameaça de ataques devastadores dos EUA

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira (7) em publicação na rede X que mais de 14 milhões de iranianos se declararam dispostos a dar a vida para defender a República Islâmica na guerra contra Estados Unidos e Israel.
“Mais de 14 milhões de iranianos orgulhosos declararam, até agora, que estão prontos para sacrificar suas vidas pelo Irã. Eu também estive, estou e continuarei dedicado a fazer o mesmo”, escreveu o presidente.
O apelo faz parte da campanha “Janfada (Aquele que sacrifica sua vida) pelo Irã”, lançada no início do conflito, com o objetivo de reforçar a unidade nacional. O país se prepara para a possibilidade de um ataque em larga escala dos EUA, após o presidente Donald Trump estabelecer um prazo para Teerã reabrir o Estreito de Ormuz.
Prazo de Trump para Teerã se esgota
O prazo final definido por Trump para que o Irã feche um acordo e abra o Estreito de Ormuz, sob risco de forte retaliação, está se esgotando. O presidente dos EUA estabeleceu como limite 20h (horário do Leste dos EUA), 21h em Brasília e 3h30 de quarta-feira (8), em Teerã.
Israel alerta iranianos para evitar trens
As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram nesta terça-feira (7) um alerta urgente para que os iranianos não utilizem trens e se mantenham afastados das linhas férreas pelas próximas 12 horas.
“Prezados cidadãos, visando a sua segurança, solicitamos que, a partir deste momento e até às 21h, horário do Irã, evitem utilizar ou viajar de trem em todo o país”, diz o comunicado.
“Sua presença em trens e perto de linhas férreas coloca sua vida em risco.”
Irã promete não se intimidar com assassinatos
O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou em comunicado que as forças do país não se deixarão intimidar pelos assassinatos de comandantes, após a morte do principal espião da Guarda Revolucionária, o major-general Majid Khademi, na madrugada desta segunda-feira (6).


