Militares brasileiros projetam tomada de Kiev em dez dias

A conquista de Kiev nos próximos dias é tratada como o cenário mais provável

Prédio do governo de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia
Prédio do governo de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia Anadolu Agency via Getty Images

Renata Agostinida CNN

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Análise publicada pelo Centro de Doutrina do Exército projeta a conquista de Kiev, capital da Ucrânia, em 5 a 10 dias pelo exército russo. O documento nota que a tomada da cidade deve ocorrer em breve, mas que, para romper a resistência ucraniana, os russos terão de usar “meios militares cada vez mais violentos”.

“Há sinais de que a artilharia russa já está empregando bombas de fragmentação, por exemplo”, diz trecho do relatório.

O Exército brasileiro acompanha diariamente o desenrolar da guerra na Ucrânia por meio do recém-lançado “Observatório de Doutrina”, organizado com mais de 50 especialistas, entre militares da ativa e veteranos do exército brasileiro.

O Centro de Doutrina é vinculado ao Comando de Operações Terrestres do Exército.

A conquista de Kiev nos próximos dias é tratada como o cenário mais provável. O relatório nota que, caso isso se confirme, o ponto mais crítico será o destino de Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, e qual será a reação da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) .

O último relatório formulado pelo grupo analisa ainda o efeito das negociações entre Ucrânia e Rússia para as duas forças militares. Na visão dos militares brasileiros, as conversas permitem que haja reorganização dos exércitos, com abastecimento de veículos e envio de suprimentos para as tropas.

“Infere-se que a negociação de um pretenso acordo visa permitir o ‘ressuprimento’ das tropas ou mesmo dissimular o ímpeto da continuidade das operações por parte da Rússia, todavia, para a Ucrânia, as negociações também favorecem o suporte pelos países da Otan pelos eixos penetrantes que partem da Polônia e da porção Oeste para reforço de MEM necessários. Neste ínterim, ações táticas prosseguem e há a intensificação de operações de informação no intuito de favorecer um possível acordo ou conquista do apoio da comunidade internacional.”

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