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    Militares israelenses afirmam que tropas terrestres chegaram à costa de Gaza

    36ª Divisão das Forças de Defesa de Israel (FDI) alcançou a região enquanto trabalhava para cercar as forças do Hamas, informaram as FDI em comunicado

    “Nas últimas 12 horas, os soldados da divisão atacaram cerca de 50 alvos, incluindo zonas de combate, residências operacionais, postos avançados, posições militares e infraestruturas subterrâneas, e eliminaram terroristas em combate corpo a corpo”, disseram as FDI
    “Nas últimas 12 horas, os soldados da divisão atacaram cerca de 50 alvos, incluindo zonas de combate, residências operacionais, postos avançados, posições militares e infraestruturas subterrâneas, e eliminaram terroristas em combate corpo a corpo”, disseram as FDI REUTERS/Mohammed Salem

    Tamar Michaelisda CNN

    Os militares israelenses afirmaram neste domingo (5) que seus soldados alcançaram posições ao longo da costa de Gaza como parte da expansão das suas operações terrestres.

    A 36ª Divisão das Forças de Defesa de Israel (FDI) chegou à costa enquanto trabalhava para cercar as forças do Hamas e atacar alvos em Gaza, informaram as FDI em comunicado.

    “Nas últimas 12 horas, os soldados da divisão atacaram cerca de 50 alvos, incluindo zonas de combate, residências operacionais, postos avançados, posições militares e infraestruturas subterrâneas, e eliminaram terroristas em combate corpo a corpo”, acrescenta o comunicado.

    Presidente da Autoridade Palestina pede interrupção imediata da guerra em reunião com Blinken

    O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu “interrupção imediata da guerra destrutiva” durante uma reunião realizada neste domingo com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, segundo a agência de notícias palestina WAFA.

    Segundo a agência, Abbas também enfatizou a necessidade de rápida assistência humanitária para a Faixa de Gaza, incluindo suprimentos médicos, alimentos, água, eletricidade e combustível.

    Blinken se reuniu com Abbas em Ramallah, em meio à escalada do conflito na Cisjordânia após o ataque do Hamas a Israel no dia 7 de outubro.

    “Nos encontramos mais uma vez em circunstâncias extremamente difíceis e não há palavras para descrever o genocídio e a destruição que o nosso povo palestino em Gaza está sofrendo nas mãos da máquina de guerra israelense, sem levar em conta o direito internacional”, disse Abbas a Blinken.

    Os dois se encontraram duas vezes na Jordânia durante a viagem de Blinken à região no mês passado, logo após o primeiro ataque do Hamas.

    Ainda de acordo com a WAFA, Abbas questionou o silêncio sobre o assassinato de 10 mil palestinos, “incluindo 4 mil crianças e dezenas de milhares de feridos, além da destruição de unidades pacíficas, infraestruturas, hospitais, abrigos, e tanques de água”.

    O presidente também se posicionou contra o deslocamento de palestinos de Gaza, da Cisjordânia ou de Jerusalém, e rejeitou veementemente as ações.

    A escalada da violência na Cisjordânia e em Jerusalém “não é menos hedionda, com assassinatos e ataques a terras, pessoas e locais sagrados, por parte das forças de ocupação israelitas e dos colonos extremistas, que estão cometendo crimes de limpeza étnica, discriminação racial desvios de fundos do povo palestino”, disse Abbas a Blinken.

    Pelo menos 150 palestinos foram mortos na Cisjordânia desde o dia 7 de outubro, de acordo com o Ministério da Saúde – número que se aproxima do total de palestinos mortos na Cisjordânia em todo o ano de 2022.

    Abbas disse que Israel é “totalmente responsável pelo que está acontecendo”, e acrescentou que “as soluções militares e de segurança não trarão segurança a Israel”.

    “Impeça-os de cometer estes crimes imediatamente”, pediu o presidente a Blinken.

    Abbas enfatizou que a segurança e a paz poderão ser alcançadas com o fim da ocupação de Israel do território palestiniano, “com Jerusalém Oriental como capital, com base nas fronteiras de 1967”.

    Ele disse ainda que Gaza é parte integrante do Estado da Palestina.

    “Eles assumirão todas as responsabilidades no âmbito de uma solução política abrangente tanto para a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, como para a Faixa de Gaza”.

    Abbas negou a legitimidade do Hamas como representantes do povo palestino.

    Segundo a agência de notícias, o líder disse a Blinken que a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) é “o legítimo e único representante do povo palestino”.

    Embaixador da Palestina no Reino Unido diz que encontro entre Blinken e Autoridade Palestina foi tenso

    O embaixador palestino no Reino Unido criticou os Estados Unidos neste domingo por não terem sido um “mediador honesto” na guerra entre Israel e Hamas.

    “Precisamos ver os EUA desempenhando o papel de um mediador honesto, não adotando a narrativa israelense”, afirmou Husam Zomlot, após o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se reunir com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

    “Precisávamos de um adulto na sala e esse são os EUA – infelizmente, não ouvimos isso e não elaboramos uma declaração conjunta.”

    Zomlot, que também foi o último embaixador palestino nos EUA, disse que o encontro de Blinken com Abbas foi tenso.

    “Nosso presidente exigiu um cessar-fogo imediato ao ataque atroz e assassino de Israel contra nossos civis e nosso povo. Esta não é uma guerra contra o Hamas”, disse Zomlot.

    “Está claro desde que começou que se trata de uma guerra contra o nosso povo, não só em Gaza, mas também na Cisjordânia.”

    O embaixador também criticou os EUA por se recusarem a pedir um cessar-fogo e, em vez disso, optarem pelo termo “pausa humanitária”.

    “Toda esta conversa, Margaret, sobre ‘pausas humanitárias’ é simplesmente irresponsável”, disse ele a Margaret Brennan, da emissora norte-americana CBS.

    “Pausas nos crimes contra a humanidade – vamos fazer uma pausa de seis horas nas mortes das nossas crianças e depois retomaremos a matança delas? Quer dizer, isto não suporta nem as leis internacionais.”

    Zomlot recusou-se a condenar formalmente o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro e, em vez disso, apelou aos EUA para “fortalecerem o Estado da Palestina que será capaz de proteger o seu povo”.

    Zomlot disse não considerar o conflito uma guerra, porque “uma guerra não acontece entre um ocupado e um ocupante” e “só acontece entre dois estados soberanos”.

    Ele disse que a situação na Cisjordânia é “muito volátil e perigosa” e que está preocupado com a possibilidade de que se transforme numa guerra regional mais ampla.

    “A cada minuto que esperamos, existe o risco de propagação”, alertou.

    Veja também – Ataque a campo de refugiados deixa dezenas de mortos em Gaza

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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