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    Ministros do G7 enfatizam unidade em meio a tensões com China e Rússia 

    Em encontro no Japão, as potências ocidentais voltaram a se pronunciar sobre as ameaças contra Taiwan e a respeito das intenções russas de instalar ogivas nucleares em Belarus 

    Ministros das Relações Exteriores das sete potências ocidentais demonstraram coesão durante encontro
    Ministros das Relações Exteriores das sete potências ocidentais demonstraram coesão durante encontro Soeren Stache/picture alliance via Getty Images

    Humeyra PamukSakura Murakamida Reuters

    Karuizawa, Japão

    O Grupo das Sete potências industriais se reuniu nesta terça-feira (18) para criticar a coação da China sobre Taiwan e a ameaça da Rússia de instalar armas nucleares em Belarus, prometendo intensificar as sanções contra Moscou por sua guerra contra a vizinha Ucrânia.

    “A força da solidariedade entre os ministros das Relações Exteriores do G7 está em um nível nunca antes visto”, disse o ministro das Relações Exteriores do Japão, Yoshimasa Hayashi, em entrevista coletiva após sediar uma reunião do grupo na cidade turística japonesa de Karuizawa.

    A demonstração de unidade ocorre depois que o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou este mês que a União Europeia deveria reduzir sua dependência dos Estados Unidos e alertou contra ser arrastado para uma crise em Taiwan.

    Pequim, que vê Taiwan como território chinês e não renunciou ao uso da força para tomar a ilha governada democraticamente, rejeitou os comentários do G7 como uma interferência grosseira em seus assuntos internos.

    O comunicado do G7 destaca o quanto as questões da intervenção militar russa e os temores de uma ação semelhante da China contra Taiwan são o foco da reunião de três dias.

    O grupo, que compreende Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá, descreveu a ameaça da Rússia de colocar armas nucleares em Belarus como “inaceitável”. Disse que “qualquer uso de armas químicas, biológicas ou nucleares na Ucrânia” teria consequências graves.

    O presidente russo, Vladimir Putin, declarou no mês passado que a Rússia posicionaria armas nucleares táticas de curto alcance porque a aliança militar da Otan estava se expandindo em direção às fronteiras da Rússia.