Minnesota convocou a patrulha da guarda nacional para atuar em todo o estado

Manifestações contra a morte de George Floyd alcançaram trinta cidades espalhadas por todas as regiões do país

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No quarto dia de protestos, contra o assassinato do George Floyd, o governador do estado de Minnesota, nos Estados Unidos, Tim Walz declarou que restabelecer a ordem civil é a prioridade máxima. Para isso, ele conclamou a ação da guarda nacional que será deslocada para todo o estado. Dois mil e quinhentos oficiais vão patrulhar nas principais cidades a fim de evitar uma onda de violência que já deixou um jovem morto em meio aos protestos.

De acordo com o editor de Internacional da CNN, Marcelo Favalli, entre o final da tarde de sexta-feira (29) e o amanhecer de sábado (30), pelo menos trinta cidades norte-americanas registraram protestos. Sendo que estas manifestações estão distribuídas por todas as regiões do país. 

Em coletiva de imprensa, o governador Tim Walz e o prefeito de Mineápolis, cidade onde ocorreu o assassinato, pediram para a população ter calma. Ao lado dos políticos, estavam líderes da sociedade civil, de movimentos negros e de organizações de paz. Além disso, foi decretado toque de recolher na cidade onde o episódio aconteceu. No entanto, a medida não conseguiu conter os atos. Segundo Favalli, as pessoas não obedeceram a ordem de ficar em casa, no entanto, houve uma desaceleração da violência nas manifestações.  

Os protestos mais violentos aconteceram no estado da Califórnia, onde a ação da polícia foi truculenta ao tentar reprimir os manifestantes, e em Atlanta, onde fica o prédio da CNN nos Estados Unidos, que acabou sendo vandalizado e precisou a tropa de choque usar bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar uma tentativa de invasão. 

No fim da tarde de sexta-feira, em Washington, capital do país, foi decretado o fechamento de todo o entorno da Casa Branca. Um cordão policial fez um lockdown para conter a multidão de manifestantes que se aproximava da sede do governo. Em suas redes sociais, o presidente Donald Trump fez comentários contra os protestantes, chamando-os de “cães ferozes”, e sua opinião foi criticada. 

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