Míssil com seis lâminas provavelmente foi usado em ataque ao líder da Al Qaeda

Alvo da operação, descrita pela Casa Branca como "bem-sucedida", era Ayman al-Zawahiri, que chegou a atuar como médico pessoal de Osama Bin Laden

Mike Stone e Idrees Ali, da Reuters
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Dois mísseis Hellfire disparados de um drone mataram o líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, surpreendentemente com pouco dano colateral além do objetivo principal, indicando que podem ter sido uma versão do míssil envolta em sigilo e usada pelos Estados Unidos para evitar fatalidades de não-combatentes.

Imagens do ataque nas redes sociais apontaram para características de uma versão modificada do Hellfire chamada R9X, com seis lâminas para danificar os alvos, segundo fontes com conhecimento do armamento. É geralmente usado contra alvos individuais, como militantes na Síria.

Autoridades afirmaram que os mísseis mataram o líder da Al Qaeda, que estava em pé em uma varanda da sua casa no centro de Cabul, Afeganistão, no fim de semana. Foi o maior golpe aos militantes desde o assassinato de Osama bin Laden em 2011.

Uma autoridade sênior do governo disse a repórteres que dois mísseis Hellfire foram disparados de um veículo aéreo não tripulado contra Zawahiri. Autoridades dos EUA disseram que ninguém mais foi morto ou ferido durante o ataque.

Autoridades norte-americanas afirmaram que a CIA foi responsável pelo ataque. A agência se recusou a comentar.

Mísseis Hellfire, a maioria fabricada pela Lockheed Martin, são munições guiadas de precisão para ataques que partem do ar em direção à terra e que normalmente causam grandes danos, derrubando prédios inteiros e matando ou ferindo muitas pessoas nos arredores.