Moscou: prefeito diz ser ‘muito provável’ vacinação em massa até início de 2021

Sergei Sobyanin diz que já se vacinou com a Sputnik-V e que capital russa vacinará prioritariamente grupos de risco

Prefeito de Moscou Sergei Sobyanin (em primeiro plano, de azul) visita hospital da cidade
Prefeito de Moscou Sergei Sobyanin (em primeiro plano, de azul) visita hospital da cidade Foto: Twitter Sergei Sobyanin/ Reprodução

Diego Freire,

da CNN, em São Paulo

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A capital russa, Moscou, planeja iniciar uma campanha de vacinação em massa contra o novo coronavírus até o início de 2021, disse o prefeito da cidade, Sergei Sobyanin, em uma entrevista à emissora de TV local Piervy Kanal. As falas foram reproduzidas pela agência de notícias Tass.

“É muito provável que ocorra uma campanha de vacinação em grande escala no final do ano ou no início do próximo”, destacou o prefeito, que anteriormente já se comprometeu a distribuir vacinas gratuitamente à população.

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Sobyanin acrescentou que os testes pós-registro da vacina russa contra a Covid-19 – a Sputnik-V -, previstos para começar na próxima semana, devem durar de dois a seis meses. No início, o plano é vacinar pessoas em grupos de risco, incluindo médicos, professores, policiais, trabalhadores do comércio e “provavelmente jornalistas”, especificou o prefeito.

“Temos que ter em mente que o perigo ainda existe. Conforme entramos no outono e no inverno, haverá problemas. Acho que será mais fácil do que na primavera passada, mas ainda precisamos nos preparar para os problemas”, observou o prefeito de Moscou sobre a progressão da pandemia na cidade.

Sobyanin disse antes, durante uma conferência virtual com o presidente russo, Vladimir Putin, que ele próprio havia sido vacinado contra o novo coronavírus.

A Rússia superou no início de setembro a marca de 1 milhão de casos do novo coronavírus e, segundo contagem da universidade americana Johns Hopkins, soma 17,7 mil mortes por Covid-19 desde o início da pandemia. Em Moscou foram registrados até aqui cerca de 265 mil casos e 4,8 mil óbitos.

Em 11 de agosto, a Rússia se tornou o primeiro país do mundo a registrar uma vacina contra o novo coronavírus, denominada Sputnik-V.

A vacina foi desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Científica de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya e passou por testes clínicos em junho e julho, mostrando resultados promissores nas fases 1 e 2.

Os testes pós-registro da vacina em Moscou ainda devem envolver 40.000 voluntários, segundo a agência Tass. A fase 3 está programada para envolver testes também em outros países, incluindo o Brasil.

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