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    Mulher é condenada a trabalhar 2 meses em fast food após jogar tigela em atendendente

    Juiz deu a ela a escolha entre uma sentença de prisão de 90 dias ou uma sentença de 30 dias além de 60 dias trabalhando em um emprego de fast food.

    Caso ocorreu na rede de fast food Chipotle
    Caso ocorreu na rede de fast food Chipotle Reprodução/Chipotle

    By Chris Isidore, CNN

    Uma mulher que jogou uma tigela de comida quente no rosto de um funcionário da rede norte-americana Chipotle foi condenada a um mês de prisão e dois meses trabalhando em um fast food.

    Vídeos da mulher, Rosemary Hayne, repreendendo Emily Russell, funcionária da Chipotle, em 5 de setembro e depois jogando a comida na cara dela de perto, se tornaram virais após o incidente.

    Hayne, uma mãe de quatro filhos, de 39 anos, se confessou culpada de uma acusação de agressão por contravenção e recebeu a sentença na semana passada no tribunal municipal de Parma, Ohio. O juiz Timothy Gilligan deu a ela a escolha entre uma sentença de prisão de 90 dias ou uma sentença de 30 dias além de 60 dias trabalhando em um emprego de fast food.

    “Você quer se colocar no lugar dela por dois meses e aprender como as pessoas devem tratar as pessoas, ou quer cumprir sua pena de prisão?” Gilligan perguntou a Hayne na audiência.

    “Eu gostaria de estar no lugar dela”, respondeu Hayne.

    Hayne ainda não encontrou o emprego, disseram Gilligan e seu advogado à CNN na quarta-feira. Seu advogado, Joseph O’Malley, disse que sua cliente não tinha antecedentes criminais antes do episódio e que ela realmente lamenta suas ações naquele dia.

    “Vamos dar a ela a oportunidade de não deixar que isso um dia defina o resto de sua vida”, disse ele à CNN.

    O juiz disse que Hayne terá que ter seu trabalho aprovado pelo tribunal e vai trabalhar lá 20 horas por semana. O’Malley disse que Hayne atualmente não tem emprego. Gilligan disse à CNN que pensou na possível sentença incomum alguns dias antes da audiência de novembro.

    “Cada vez que você assiste ao vídeo, você fica cada vez mais chateado”, disse ele. “Eu estava pensando: ‘O que mais posso fazer em vez de apenas deixá-la na prisão?’”.

    Questionado se ele gostaria de contratar Hayne se ele administrasse um restaurante fast food, o juiz disse que não acha que ela terá problemas para encontrar um emprego.

    “Não vejo nela um risco maior do que qualquer pessoa que entra na rua”, disse ele. “Eu olhei para isso como alguém que perdeu a calma.”

    Gilligan disse que é a primeira vez que ele define esse tipo de sentença, mas infelizmente não é o primeiro incidente desse tipo. Ele disse que houve um caso, anos atrás, em que um cliente que não ganhou um biscoito no McLanche Feliz de um McDonald’s entrou pela janela do drive-thru e começou a socar um funcionário. Esse réu pegou 90 dias de prisão, disse ele.

    “Vejo esses casos mais do que gostaria”, disse Gilligan, que é juiz há 30 anos.

    Solicitada a comentar o caso, Chipotle respondeu: “A saúde e a segurança de nossos funcionários são nossa maior prioridade e temos o prazer de ver a justiça ser feita a qualquer indivíduo que não trate os membros de nossa equipe com o respeito que merecem”.

    Hayne recusou um pedido de entrevista feito por meio de O’Malley. Russell disse ao tribunal que ainda está lidando com o estresse causado pelo incidente e que deixou o trabalho na Chipotle após o ataque e encontrou outro emprego. Ela disse que gostaria de começar um aconselhamento para lidar com o trauma que ainda sofre devido ao ataque.

    Um dos amigos de Russell iniciou um esforço de arrecadação de fundos nas redes sociais para ela e arrecadou 7.300 dólares até agora, com a maior parte desse dinheiro vindo desde as primeiras notícias sobre a sentença de Hayne na semana passada. A vítima disse que estava satisfeita com a sentença de Hayne.

    “Ela vai conseguir o que merece”, afirmou. “Ela não levou um tapa no pulso. Ela vai aprender a trabalhar com fast food e espero que seja bom.”

    Além do tempo de prisão e do tempo passado trabalhando em fast food, Hayne terá que pagar uma multa de 250 dólares e ficará em liberdade condicional por dois anos. Gilligan disse à CNN que não tem certeza se Hayne está tão arrependida quanto alegou estar no tribunal, ressaltando que ela ainda estava reclamando da comida durante a audiência.

    “Ela ainda não percebeu que isso não é apropriado”, disse Gilligan à CNN na quarta-feira.

    “Você não comprou sua tigela de burrito do jeito que gostaria e é assim que você responde?”, disse ele a Hayne durante a audiência. Ele sugeriu que ela não ficaria feliz com a comida que estava prestes a receber na prisão.

    Este conteúdo foi criado originalmente em Internacional.

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