Mulher que sobreviveu à injeção letal está "irritada e confusa", diz defesa

Advogados de Christa Pike, mulher que sobreviveu à tentativa de injeção letal na última quarta-feira (30), buscam preservar provas relacionadas ao caso

Alexandra Sarabia, Jonathan Allen e Alexandra Sarabia, da Reuters
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Os advogados de Christa Pike, mulher que sobreviveu à tentativa de injeção letal na última quarta-feira (30), afirmaram que ela está "irritada e confusa" com toda a situação.

Além disso, a defesa de Pike também informou nesta quarta-feira (7) que ela apresenta pneumonia, um coágulo sanguíneo severo e inchaço nos braços e nas mãos.

A equipe que representa Pike afirmou que busca preservar provas relacionadas à tentativa de execução da semana passada, enquanto pressiona por maior transparência sobre o ocorrido.

Um dos advogados de Pike, Luke Ihnen, disse a repórteres, após uma audiência judicial no Tennessee, que a equipe jurídica de Pike ainda não está solicitando provas ao Estado, mas quer que os registros sejam preservados.

Os advogados de Pike também afirmaram que ela enfrenta uma longa recuperação após recuperar a consciência inesperadamente; anteriormente, a equipe jurídica havia sido informada de que ela estava com morte cerebral.

Uma juíza de Nashville afirmou que ordenaria às autoridades do Tennessee a preservação de todas as provas da tentativa fracassada do Estado de executar Christa Pike na semana passada — pela condenação por um assassinato cometido em 1995 —, incluindo as seringas e outros instrumentos utilizados nas duas tentativas mal-sucedidas de injeção letal.

Pike, de 50 anos, foi levada a um hospital em Nashville inconsciente, em estado crítico e com lesões graves nos braços, depois que duas injeções do barbitúrico cáustico pentobarbital não conseguiram matá-la na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, na última quarta-feira.

Ela recuperou a consciência e já conseguia falar na terça-feira, mas permanece algemada à cama do hospital, segundo seus advogados, enquanto eles tentam romper o sigilo que normalmente cerca os procedimentos de execução no Tennessee e em outros estados.

Eles afirmam que a execução mal-sucedida — a segunda deste ano no Tennessee — equivale a tortura, violando a proibição da Constituição dos EUA contra punições cruéis ou incomuns.

Pike, condenada à morte por sua participação — quando adolescente — na tortura e no assassinato de sua colega de escola Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995, é a primeira pessoa conhecida a sobreviver a uma "tentativa de execução consumada" nos EUA, segundo seus advogadosa