Na ONU, Brasil pede respeito a leis internacionais e diálogo na Ucrânia
Embaixador Ronaldo Costa Filho falou sobre o conflito da Ucrânia na Assembleia-Geral das Nações Unidas
Durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (23), o Brasil pediu que os países envolvidos no conflito da Ucrânia respeitem as leis internacionais e reforçou a necessidade de diálogo entre as partes.
O embaixador do Brasil para as Nações Unidas, Ronaldo Costa Filho, disse que o "principal objetivo deve ser prevenir e evitar a guerra, buscar o diálogo entre as partes envolvidas" e que a Carta da ONU deve ser respeitada.
"O Brasil insiste que todas as partes observem as leis internacionais. É imperativo respeitar completamente os princípios da Carta da ONU, sem seleção", pontuou.
Costa Filho começou seu pronunciamento dizendo que o Brasil acompanha os últimos acontecimentos com preocupação, afirmando a situação na Ucrânia é "muito séria".
O diplomata brasileiro também avaliou que é necessário um "cessar-fogo imediato", com redução de tropas e equipamentos militares no solo, sendo essa a chave para criar confiança entre as partes envolvidas.
"Os meios diplomáticos ainda não chegaram ao fim. Pedimos que todas as partes mantenham diálogo com abertura, flexibilidade e senso de urgência". finalizou.
Veja o discurso no vídeo acima
Entenda o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia está aumentando a pressão sobre seu ex-vizinho soviético, ameaçando desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.
A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país. A mobilização provocou alertas de oficiais de inteligência dos EUA de que uma invasão russa pode ser iminente.
Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não chegaram a uma conclusão. Foi reconhecida pelo presidente russo Vladimir Putin, na segunda-feira (21), a independência de Donetsk e Luhansk, duas áreas separatistas ucranianas.

A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
(Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh,


