Namíbia leiloa 170 elefantes selvagens em meio à seca e ao aumento da população

Um anúncio veiculado pelo jornal estatal “New Era” disse que um aumento nos incidentes de conflito entre humanos e elefantes motivou a venda

Elefantes na Namíbia
Elefantes na Namíbia Foto: Olwen Evans/African Wildlife Foundation

Nyasha Nyaungwa,

da Reuters, em Windhoek

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A Namíbia colocou à venda 170 elefantes selvagens de “alto valor” por causa da seca e do aumento no número de elefantes no país. O anúncio foi feito pelo Ministério do Meio Ambiente do país do sudoeste da África na quarta-feira (2).

Um anúncio veiculado pelo jornal estatal “New Era” disse que um aumento nos incidentes de conflito entre humanos e elefantes motivou a venda.

Os elefantes da Namíbia estão entre uma série de espécies em risco de extinção devido à caça, comércio ilegal de vida selvagem e fatores ecológicos.

O Ministério do Meio Ambiente, Florestas e Turismo disse que leiloaria os elefantes para qualquer pessoa na Namíbia ou no exterior que pudesse atender a certos critérios estritos, que incluem instalações de quarentena e um certificado de cerca à prova de caça para a propriedade onde os elefantes serão mantidos.

Os compradores estrangeiros também devem fornecer provas de que as autoridades conservacionistas de seus países permitirão que exportem elefantes para seus países.

Como várias outras nações africanas, a Namíbia está tentando encontrar um equilíbrio entre a proteção de espécies de alto valor, como elefantes e rinocerontes, enquanto gerencia o perigo que eles representam quando invadem áreas de habitação humana.

O esforço de conservação da Namíbia tem recebido apoio internacional. Sua população de elefantes saltou de cerca de 7.500 em 1995 para 24 mil em 2019, de acordo com dados do governo.

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Porém, no ano passado, a Namíbia disse que estava considerando se retirar das regras internacionais que regem o comércio global de espécies ameaçadas de extinção. Isso aconteceu depois que os países votaram durante uma reunião da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagem) para rejeitar propostas para relaxar as restrições à caça e exportação de seus rinocerontes brancos.

O país quer permitir mais caça esportiva e exportação de animais vivos, argumentando que os recursos que arrecadaria o ajudariam a proteger as espécies.

Em outubro, o governo colocou à venda 70 búfalas e 30 búfalos do Waterberg Plateau Park, no centro da Namíbia, em uma tentativa de diminuir a pressão sobre as pastagens.

A árida nação do sul da África também leiloou 1.000 animais de parques nacionais, incluindo 500 búfalos, em 2019, enquanto enfrentava sua pior seca em um século.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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