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    Nasa planeja duas novas missões para descobrir os segredos de Vênus

    Cada missão receberá um prêmio de US$ 500 milhões para o desenvolvimento, e serão lançadas entre 2028 e 2030

    Vista do planeta Vênus gravitando em torno do Sol
    Vista do planeta Vênus gravitando em torno do Sol Foto: REUTERS/Navesh Chitrakar

    da CNN

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    A Nasa, agência espacial norte-americana, anunciou nessa quarta-feira (2) duas novas missões para o “planeta gêmeo” da Terra, Vênus, por meio de seu Programa de Descoberta.

    Essas missões científicas acontecerão entre 2028 e 2030; e serão as primeiras desde 1978 a estudar a atmosfera e a história geológica do vizinho planetário mais próximo. O objetivo é descobrir porque Vênus se tornou um local inóspito, apesar de compartilhar muitas características com à Terra.

    A agência espacial dos Estados Unidos disse que está disponibilizando cerca de US$ 500 milhões para o desenvolvimento de cada uma das duas missões, apelidadas de Davinci+ (abreviação de Atmosphere Venus Investigation of Noble Gases, Chemistry and Imaging) e Veritas (um acrônimo para Venus Emissivity, Radio Science, InSAR, Topografia e Espectroscopia).

    A Davinci+ medirá a composição da densa atmosfera de Vênus, para melhorar a compreensão de como ela evoluiu, enquanto a Veritas mapeará a superfície do planeta, para ajudar a determinar sua história geológica e por que se desenvolveu de forma tão diferente da Terra, informou a Nasa.

    A Davinci+ também deve proporcionar as primeiras imagens de alta resolução de características geológicas únicas em Vênus, que podem ser comparáveis aos continentes da Terra e sugerem que Vênus tem placas tectônicas, de acordo com o anúncio da agência.

    Nosso planeta costuma ser chamado de “gêmeo de Vênus” porque ambos compartilham semelhante tamanho, mas as comparações modernas não param por aí.

    Vênus poderia ter sido o primeiro local habitável em nosso sistema solar, pois inclui um oceano e clima semelhante ao da Terra. Porém, algo aconteceu para transformá-lo em um planeta com temperaturas quentes o suficiente para derreter até chumbo. Vênus provavelmente manteve temperaturas estáveis e hospedou água líquida por bilhões de anos antes de um evento desencadear mudanças drásticas no local, de acordo com um estudo de 2019.

    Agora, Vênus é um planeta quase morto com uma atmosfera tóxica e 90 vezes mais espessa que a nossa. As temperaturas de sua superfície chegam a 462° Celsius. 

    “É espantoso o quão pouco sabemos sobre Vênus, mas os resultados combinados dessas missões devem nos dizer mais sobre este planeta, desde as nuvens em seu céu, seus vulcões na superfície até seu interior”, disse Tom Wagner, Cientista do Programa de Descoberta da NASA, em um comunicado. “Será como se tivéssemos redescoberto o planeta.” A iniciativa também investigará a possibilidade de um oceano no passado de Vênus.

    A missão pode fornecer informações sobre a história geológica do local. O orbitador, equipado com radar, pode criar topografia 3D, permitindo aos cientistas determinar o quão ativo Vênus é vulcanicamente por meio de processos de suas placas tectônicas. A espaçonave também pode estudar as emissões infravermelhas provenientes da superfície do planeta.

    O Programa de Descoberta da NASA, que está patrocinando essas missões, incentiva cientistas e engenheiros a nos ajudar a explorar o sistema solar projetando novos e criativos conceitos de missões científicas. Desde 1992, o programa tem apoiado o desenvolvimento de mais de 20 instrumentos.

    “Estamos acelerando nosso programa de ciência planetária com intensa exploração de um mundo que a NASA não visita há mais de 30 anos”, disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missão Científica da NASA, em um comunicado.

    “Usando tecnologias de ponta que a NASA desenvolveu e aprimorou ao longo de muitos anos de missões e programas de tecnologia, estamos inaugurando uma nova década de Vênus para entender como um planeta semelhante à Terra pôde se tornar uma estufa. Nossos objetivos são profundos, não é apenas compreender a evolução dos planetas e a habitabilidade em nosso próprio sistema solar, mas se estender além dessas fronteiras para exoplanetas, uma área emergente de pesquisa para a NASA.”

    Cada missão receberá um prêmio de US$ 500 milhões para o desenvolvimento, e serão lançadas entre 2028 e 2030.

    (Com Agência Brasil e Reuters)

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