"Negociações não têm levado a progressos tangíveis", diz professor

Especialista em Relações Internacionais avaliou, em entrevista à CNN, cenário após 26 dias de confrontos na Ucrânia

Ester Cassavia, da CNN*, Renata Souza, da CNN, em São Paulo
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Vinte e seis dias após a invasão da Ucrânia pela Rússia, as negociações entre os dois países não evoluíram na construção de um cessar-fogo. Esta é a avaliação do professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Gustavo Menezes, em entrevista à CNN, nesta segunda-feira (21).

"Essas negociações não têm levado a progressos tangíveis na questão da solução política do conflito", afirmou o professor.

Embora diversos países tenham imposto sanções ao país governado por Vladimir Putin, o presidente russo não deu sinais de que esteja próximo a desescalar.

"Toda essa questão dos efeitos econômicos pelas potências ocidentais, a Rússia considera que isso, pelo menos no curto prazo, seria um sacrífico, é algo que pode ser tolerado em nome da consecução desses interesses maiores de segurança da Rússia, que no caso é manter a Ucrânia fora da esfera de influência ocidental."

Na quinta-feira (24), dia em que se completa um mês desde o início da guerra, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realiza uma cúpula extraordinária em Bruxelas. O presidente dos EUA, Joe Biden, confirmou que irá à Europa para o encontro.

"Acredito que a Otan deve manter essa política de não se envolver diretamente, no sentido de não enviar tropas de dentro dos seus países, tropas coletivas, para lutar no território ucraniano contra à Rússia", avaliou Menezes sobre as expectativas para a reunião.

 

*Sob supervisão de Elis Franco