Nenhum país quer ter efetivamente atuação contra Trump, afirma professor

Em entrevista ao Live CNN, Marcus Vinicius de Freitas analisa que potências como Rússia e China têm limitações ou preferem evitar confrontos diretos com os Estados Unidos neste momento

Da CNN Brasil
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O professor de Relações Internacionais Marcus Vinicius de Freitas afirmou que, no cenário global atual, nenhum país deseja efetivamente confrontar Donald Trump ou os Estados Unidos. Segundo ele, em entrevista ao Live CNN, essa situação evidencia uma postura cautelosa das grandes potências mundiais diante da atual configuração política americana.

De acordo com Freitas, historicamente, mudanças na política americana dependem de processos internos do país. Ele observa que Trump conseguiu garantir o apoio do Partido Republicano e diluir qualquer possibilidade de os democratas assumirem um papel mais relevante até as eleições de meio de mandato.

No cenário internacional, o professor analisa as limitações das potências que poderiam contrapor-se aos Estados Unidos. "Você poderia historicamente olhar para a Rússia como uma alternativa nessa situação, mas os russos têm seus problemas com a Ucrânia", explicou: "E quase cinco anos de guerra revelaram que a Rússia já não tem a capacidade militar para contrapor-se efetivamente em outras áreas de atuação".

"A gente sempre diz que é muito difícil você lutar mais de uma ou duas guerras mundo afora", apontou Freitas.

China prefere evitar confrontos militares

Quanto à China, Freitas destacou que o país tem concentrado sua atuação na área comercial, evitando confrontos militares diretos. "Constantemente me perguntam por que a China não coloca um porta-aviões na Venezuela ou na região de Gaza", comentou: "Porque a China não entende e não quer ter este tipo de ameaça em um tempo em que o país precisa consolidar-se economicamente".

O especialista observou que a China está em um processo de consolidação econômica e busca reverter o que chamou de "100 anos de humilhação" que o país sofreu no passado. Por isso, não desejaria arriscar esse momento histórico de ascensão com confrontos militares desnecessários.

"Então você não tem, neste momento, quem queira efetivamente ter uma atuação contra Trump", concluiu Freitas, acrescentando que muitos países observam a situação como se Trump estivesse levando os Estados Unidos a uma posição mais frágil. "E quando seu inimigo está cometendo erros, a melhor coisa que você pode fazer é ficar quieto, assistindo e comendo pipoca para ver o desfecho dessa situação".

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