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    Netanyahu diz que Blinken garantiu que EUA vão retirar limite de envio de armas

    Principal diplomata americano não confirmou se fez garantia ao líder israelense, mas que algumas remessas continuam normalmente

    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fazem pronunciamento após se reunirem em Tel Aviv
    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fazem pronunciamento após se reunirem em Tel Aviv Jacquelyn Martin/Pool via Reuters (12.out.23)

    Steven ScheerHumeyra Pamukda Reuters

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (18) que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, garantiu a ele que o governo de Joe Biden está trabalhando para retirar as restrições ao envio de armas para seu país.

    Netanyahu pontuou em uma declaração que, quando se encontrou com Blinken na semana passada, expressou ao americano apreço pelo apoio que os Estados Unidos deram a Israel desde o início da guerra contra o Hamas em outubro.

    Mas ele também ressaltou que era “inconcebível que, nos últimos meses, o governo tenha retido armas e munições para Israel”.

    Blinken, segundo Netanyahu, garantiu então que o governo dos EUA está trabalhando “dia e noite” para remover as restrições.

    “Eu certamente espero que seja esse o caso. Deve ser o caso. Dê-nos as ferramentas e terminaremos o trabalho muito mais rápido”, comentou o primeiro-ministro.

    Blinken, questionado em uma entrevista coletiva em Washington sobre os comentários de Netanyahu, se recusou a dizer se havia dado essa garantia ao líder israelense.

    Entretanto, ele afirmou que o governo dos EUA está analisando o envio de uma remessa de grandes bombas para Israel devido a preocupações sobre o uso do armamento em áreas densamente povoadas.

    Ele pontuou que outras remessas de armas estavam sendo enviadas normalmente, citando ameaças à segurança que Israel enfrenta além do conflito na Faixa de Gaza, incluindo do Hezbollah e do Irã.

    Além disso, o principal diplomata americano observou que o presidente Joe Biden deixou claro que faria tudo o que pudesse para garantir que Israel tenha tudo o que precisa para se defender efetivamente.

    “Nós, como você sabe, continuamos revisando [o envio de] uma remessa sobre a qual o presidente Biden falou, sobre bombas de 900 kg devido às nossas preocupações sobre seu uso em uma área densamente povoada, como Rafah. Isso continua sob revisão”, destacou Blinken.

    “Mas todo o resto está se movendo [sendo enviado] como normalmente se moveria, e novamente com a perspectiva de garantir que Israel tenha o que precisa para se defender contra essa multiplicidade de desafios”, adicionou.

    Biden alertou Israel no mês passado que os Estados Unidos parariam de fornecer armas se as forças israelenses fizessem uma grande invasão na cidade de Rafah, que possui milhares de refugiados no sul de Gaza.

    Dias depois, as tropas de Israel começaram uma ofensiva em Rafah, dizendo que combatentes do Hamas estavam escondidos lá e reiterando que eliminar o grupo armado e trazer de volta os reféns eram os principais objetivos.

    Na segunda-feira (17), o Washington Post relatou que dois democratas importantes no Congresso dos EUA concordaram em apoiar uma grande venda de armas para Israel que inclui 50 caças F-15 no valor de mais de US$ 18 bilhões.

    O representante Gregory Meeks e o senador Ben Cardin, segundo o jornal, assinaram o acordo sob forte pressão do governo Biden depois que os dois legisladores atrasaram a venda por meses.