Netanyahu diz que não perderá oportunidade de anexações na Cisjordânia

Primeiro-ministro israelense declarou que planos para ocupação de territórios ocupados por palestinos começará em 1° de julho; UE está em alerta contra plano

Foto: Amir Cohen/Reuters

Reuters

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Israel não perderá a “oportunidade histórica” de ampliar sua soberania para partes da Cisjordânia, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta segunda-feira (25), classificando a medida como uma das principais tarefas de seu novo governo.

Palestinos consideram essa medida uma anexação ilegal de terra ocupada que fará parte de seu futuro Estado. Na semana passada, eles declararam o fim da cooperação em segurança com Israel e os Estados Unidos em protesto contra o plano territorial.

Netanyahu prometeu implantar assentamentos judeus no Vale do Jordão na Cisjordânia sob soberania israelense. Ele estabeleceu o dia 1º de julho como data inicial para discussões no gabinete, o que provocou reações alarmadas da União Europeia.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, classificou a questão como complexa e disse que ela requer coordenação com Washington. O novo parceiro político de Netanyahu, o centrista Benny Gantz, não firmou uma posição sobre a provável anexação.

Em reunião nesta segunda-feira com parlamentares de seu partido, o direitista Likud, Netanyahu estabeleceu as medidas territoriais na Cisjordânia como  “a mais importante em diversos aspectos” entre as tarefas a serem realizadas pelo governo de coalizão que ele e Gantz formaram em 17 de maio, depois de uma série de eleições em que o primeiro-ministro, no cargo desde 2009, falhou em conseguir maioria no Parlamento, impedindo sua governabilidade.

“Temos uma oportunidade histórica, que não existe desde 1948, de aplicar a soberania judicialmente como uma medida diplomática… na Judeia e Samaria”, disse ele, se referindo ao ano de fundação do Estado de Israel e usando os nomes bíblicos da Cisjordânia.

“É uma grande oportunidade e não vamos deixá-la passar”, disse ele, um dia após o início de seu julgamento por acusações de corrupção. Ele se declara inocente das acusações de suborno, fraude e quebra de confiança.

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