Novo ataque dos EUA no Pacífico deixa ao menos três homens mortos

Grupos de direitos humanos criticam ações militares americanas que já mataram mais de 200 pessoas

Kokkai Ng e Maria Laguna, da Reuters
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O Exército dos Estados Unidos informou na quinta-feira (18) que realizou um ataque no Pacífico Oriental que resultou na morte de três homens.

Nenhum militar americano ficou ferido durante a operação, afirmou o Comando Sul dos EUA em uma legenda que acompanha um vídeo publicado na rede social X.

A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar de forma independente a localização e a data do vídeo. Nenhuma versão anterior da filmagem foi encontrada online antes de 26 de maio.

As forças americanas atacaram diversas embarcações supostamente envolvidas com tráfico de drogas no Pacífico Oriental nos últimos meses.

A Human Rights Watch e a Anistia Internacional classificam os ataques como "execuções extrajudiciais ilegais".

Ataques no mar

As forças armadas dos EUA mataram pelo menos 207 pessoas em ataques que destruíram 66 embarcações, como parte de uma campanha que Washington afirma ter como objetivo conter o fluxo de drogas para os Estados Unidos, segundo anúncios oficiais e análises da CNN sobre os esforços de busca e resgate.

Houve pelo menos 20 sobreviventes desses ataques, dos quais pelo menos dois foram detidos brevemente pela Marinha dos EUA antes de serem devolvidos aos seus países de origem. Cerca de 11 pessoas são consideradas mortas, após buscas não terem encontrado seus corpos na água.

O governo Trump informou ao Congresso que os EUA estão agora em um “conflito armado” contra os cartéis de drogas, a partir do primeiro ataque em 2 de setembro, classificando os mortos como “combatentes ilegais” e alegando ter a capacidade de realizar ataques letais sem revisão judicial devido a uma conclusão confidencial do Departamento de Justiça.

Alguns membros do Congresso, bem como grupos de direitos humanos, questionaram essa conclusão e argumentaram que os potenciais traficantes de drogas deveriam ser processados, como era a política de interdição implementada pelos EUA antes da posse do presidente Donald Trump.