Número de mortos em Gaza em ataques desde cessar-fogo passa de 1.000

Trégua entre Israel e o Hamas começou a valer em outubro de 2025; Vítimas foram alvos de bombardeios israelenses, segundo autoridades do território

Nidal al-Mughrabi, da Reuters, Cairo
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O número de palestinos mortos por ataques israelenses em Gaza ultrapassou 1.000 ​desde o cessar-fogo mediado pelos EUA em ​outubro passado, informou o Ministério da Saúde do enclave nesta quinta-feira, enquanto pelo menos três pessoas teriam sido mortas no ataque mais recente.

Equipes médicas informaram que um ataque israelense atingiu um veículo na avenida principal Omar Al-Mokhtar, na Cidade de Gaza, matando três pessoas, enquanto a violência continua apesar de uma nova tentativa de ⁠trégua por parte dos mediadores. ​As Forças Armadas israelenses não se pronunciaram imediatamente sobre o incidente.

Incluindo ​a última ocorrência, o número de palestinos mortos desde a trégua de ⁠outubro de 2025, mediada pelo presidente dos ⁠EUA, Donald Trump, chegou a 1.008, informou o Ministério da ​Saúde.

Israel ‌afirma que quatro de seus soldados foram mortos por militantes nesse período.

Israel tem ⁠dito que seus ataques visam impedir ataques iminentes do Hamas e de outros militantes. O Hamas raramente divulga informações sobre a morte de seus combatentes.

Israel e o Hamas ‌continuam ⁠em impasse sobre ‌como prosseguir com a próxima etapa do plano de Trump para Gaza, que envolve o desarmamento do Hamas e a retirada israelense.

Nickolay Mladenov, enviado do Conselho ⁠de Paz de Trump para Gaza, manteve ⁠conversações esta semana no Cairo com mediadores do Egito, do Catar e da Turquia, depois que ‌o Hamas e outras facções palestinas apresentaram sua resposta ao chamado plano de roteiro que ele havia apresentado, segundo duas fontes próximas às negociações.

Na quarta-feira, disseram as fontes à Reuters, Mladenov entregou ao Hamas e às facções uma ‌versão revisada do roteiro, abordando algumas das preocupações das facções, mas preservando as “linhas vermelhas fundamentais” do plano de Trump. As fontes não deram mais detalhes.

Um ⁠representante do Hamas confirmou à Reuters que o documento estava sendo analisado.

As tropas israelenses ainda controlam mais de 60% do território de Gaza, de onde expulsaram os ​moradores e destruíram os edifícios restantes.

Quase toda a população de 2 milhões de ​pessoas, a maioria das quais já foi deslocada várias vezes, vive agora em uma minúscula faixa de terra ao longo da costa, principalmente em barracas improvisadas ou prédios danificados, sob o controle do Hamas.