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    Número de russos entrando na UE cresce 30%, diz agência de fronteira

    O salto nos números acontece após mobilização parcial de cidadãos russos para guerra na Ucrânia

    Fila de carro para entrar na Finlândia a partir da Rússia.
    Fila de carro para entrar na Finlândia a partir da Rússia. Janis Laizans/Reuters (23.set.22)

    Sabine SieboldBart Meijerda Reuters

    Berlim

    O número de russos entrando na União Europeia saltou após uma mobilização parcial ordenada por Moscou, e as travessias ilegais devem aumentar se a Rússia decidir fechar a fronteira para potenciais recrutas, disse a agência de fronteira da UE Frontex nesta terça-feira (27).

    “Na última semana, quase 66.000 cidadãos russos entraram na UE, mais de 30% em relação à semana anterior. A maioria deles chegou à Finlândia e à Estônia“, afirmou a Frontex em comunicado.

    Somente nos últimos quatro dias, 30.000 cidadãos russos chegaram à Finlândia, de acordo com o comunicado.

    “A Frontex estima que as passagens ilegais de fronteira provavelmente aumentarão se a Federação Russa decidir fechar a fronteira para possíveis recrutas”, disse a agência.

    Convocação de 300 mil cidadãos russos para lutar na guerra

    “Para proteger nossa pátria, sua soberania e integridade territorial, para garantir a segurança de nosso povo e do povo nos territórios libertados, considero necessário apoiar a proposta do Ministério da Defesa e do Estado-Maior de realizar uma mobilização parcial na Federação Russa”, afirmou Putin em comunicado.

    Segundo o ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, o decreto prevê a convocação de 300 mil cidadãos. Em entrevista à televisão estatal russa, Shoigu declarou que os estudantes e aqueles que serviram como recrutas e a maioria dos milhões de reservistas não seriam convocados.

    “Repito, estamos falando apenas de mobilização parcial. Ou seja, apenas os cidadãos que estão na reserva e, sobretudo, aqueles que serviram nas Forças Armadas, têm certas especialidades militares e experiência relevante, estarão sujeitos ao recrutamento”, explicou o presidente russo.

    A “mobilização parcial” da Rússia para continuar a guerra na Ucrânia teve um começo caótico em meio a protestos, erros e um êxodo de cidadãos que fogem da Rússia, enquanto o Kremlin endurece as regras sobre evasão de ordens militares.

    Alguns moradores da República Sakha, localizada no Extremo Oriente da Rússia, foram recrutados “por engano”, apesar de não serem elegíveis para mobilização, como pais de crianças menores de idade, de acordo com um líder local.

    “Todos os que foram mobilizados por engano devem ser devolvidos. Este trabalho já começou”, disse o chefe da república, Aisen Nikolaev, em um post no Telegram, após uma reunião sobre o decreto presidencial de mobilização parcial anunciado nesta semana.

    (Com informações da CNN)