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    “Nunca mais insulte os poloneses”, diz primeiro-ministro da Polônia a Zelensky

    Presidente ucraniano sugeriu que o país vizinho estava dando um espetáculo sobre a disputa das exportações de grãos

    Maija Ehlingerda CNN

    O primeiro-ministro da Polônia, Mateusz Morawiecki, disse a Volodymyr Zelensky para nunca mais “insultar os poloneses” depois do presidente ucraniano ter sugerido que o país vizinho estava dando um espetáculo sobre a disputa das exportações de grãos.

    Morawiecki reagiu a Zelensky após ele ter feito uma crítica velada à Polônia na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta semana, dizendo que a disputa era um “teatro político” e que “alguns dos nossos amigos na Europa” “fizeram terror sobre os grãos.”

    “Quero dizer ao Presidente Zelensky para nunca mais insultar os poloneses, como fez recentemente durante o seu discurso na ONU”, afirmou Morawiecki.

    “O povo poloneses nunca permitirá que isto aconteça, e defender o nome da Polônia não é apenas o meu dever e honra, mas também a tarefa mais importante do governo polonês”, acrescentou o primeiro-ministro.

    Os comentários de Morawiecki arriscam aprofundar as divisões entre dois países que, anteriormente, foram aliados próximos e unidos contra a invasão russa.

    As tensões entre as nações têm aumentado nas últimas semanas, devido à proibição dos grãos ucranianos, inicialmente implementada no início deste ano por vários países da União Europeia (UE) para proteger a subsistência dos agricultores locais preocupados com a possibilidade de serem prejudicados pelo baixo preço dos cereais.

    A UE anunciou planos para suspender a proibição na semana passada, mas a Polônia – juntamente com a Hungria e a Eslováquia – declarou que iria mantê-la, provocando protestos da Ucrânia, que apresentou ações judiciais contra os três países, e, posteriormente, os comentários de Zelensky na ONU.

    Veja também: Análise: Lula, Zelensky e os esforços pelo fim da guerra

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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