O que se sabe sobre o tiroteio na escola do Texas, nos Estados Unidos

Autoridades investigam papel do oficial da escola, vídeos de segurança e celular do autor do crime

Policiais do Texas fazem o trabalho de investigação após o ataque na Robb Elementary School, no Texas
Policiais do Texas fazem o trabalho de investigação após o ataque na Robb Elementary School, no Texas Jordan Vonderhaar/Getty Images

Adrienne VogtTina Burnsideda CNN

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Autoridades no Texas estão trabalhando para “reunir os fatos” para estabelecer um cronograma concreto sobre o tiroteio na escola primária Robb, em Uvalde, no Texas, nos Estados Unidos.

As informações são do porta-voz do Departamento de Segurança Pública tenente Chris Olivarez, em entrevista à CNN, na quinta-feira (25).

Aqui está o que sabemos e quais perguntas permanecem em aberto sobre o massacre:

Oficial da escola estava armado

Olivarez disse a John Berman, da CNN, que as autoridades estão “tentando estabelecer e corroborar exatamente qual era esse papel” do oficial de recursos da escola [policiais responsáveis pela segurança e prevenção do crime nas escolas] quando encontrou o atirador na escola.

O Texas Rangers realizou uma entrevista na noite de quinta-feira com o oficial de recursos da escola, disse Olivarez. O policial estava armado no momento do tiroteio, disse ele, mas não está claro se ele disparou sua arma.

Na quinta-feira, o sargento do Departamento de Segurança Pública do Texas Erick Estrada disse que o suspeito deixou cair uma sacola cheia de munição do lado de fora da escola antes de entrar.

Porta da escola estava destrancada

O atirador conseguiu entrar na escola “desobstruído” por quaisquer fechaduras, disse Olivarez, e tiros foram trocados dentro do corredor da escola entre o atirador e os policiais que estavam logo atrás dele.

Esses dois policiais foram baleados e, em seguida, o atirador se barricou dentro de uma sala de aula, disse Olivarez. As autoridades ainda estão tentando determinar exatamente como ele se barricou lá dentro.

A CNN informou anteriormente que o atirador estava nas dependências da escola por até uma hora antes de a polícia entrar à força em uma sala de aula e matá-lo.

Quando perguntado por que as equipes táticas demoraram tanto para responder ao tiroteio, Olivarez disse que está trabalhando para estabelecer um cronograma preciso, que faz parte da investigação.

“No momento, não temos um cronograma preciso ou concreto para dizer que ‘o atirador estava na escola durante esse período’, então queremos obter essa informação factual assim que conseguirmos isso”, disse o tenente.

Pais procuram respostas

O pai de uma vítima do tiroteio disse ao The Washington Post que ele e outros pais queriam invadir a escola primária para recuperar seus filhos enquanto ouviam tiros de dentro. O vídeo postado nas redes sociais parece mostrar pais frustrados e perturbados e outros adultos do lado de fora da escola entrando em confronto com policiais, instando os policiais a entrar e pegar o atirador ou deixá-los entrar por conta própria.

“Posso lhe dizer agora, como pai, eu gostaria de entrar também. Mas é uma situação volátil. Temos uma situação de atirador ativo. Estamos tentando preservar qualquer perda de vidas… não pode ter indivíduos entrando nessa escola, especialmente se eles não estiverem armados”, disse Olivarez.

Envolvimento do FBI

Olivarez também disse que as autoridades locais estão trabalhando com o FBI para obter vídeos de vigilância da escola.

O FBI também está fazendo perícia no celular do atirador “estabelecer ou obter informações do telefone do suspeito, se houve alguma postagem de mídia social, quaisquer outros fatos que ajudariam o caso em termos de indicadores para este atirador que levou a este tiroteio em massa”, disse ele.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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