Oligarca russo parece admitir interferência do país nas eleições dos EUA

O oligarca russo Yevgeny Prigozhin disse a um jornalista que a Rússia "interferiu, interfere e continuará a interferir" na democracia americana

Uliana Pavlova, da CNN
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O oligarca russo Yevgeny Prigozhin, ligado ao Kremlin e conhecido como "chef de Vladimir Putin", pareceu admitir a interferência russa nas eleições dos Estados Unidos em um post no Telegram nesta segunda-feira (7).

Prigozhin disse que a Rússia interferiu, está interferindo e continuará a interferir na democracia dos EUA, em resposta à pergunta de um jornalista sobre a possibilidade de interferência russa nas eleições para o Congresso dos EUA na terça-feira (8).

“Vou responder-lhe muito sutil e delicadamente e peço desculpas, permitirei uma certa ambiguidade. Senhores, interferimos, seguimos interferindo e vamos continuar a interferir”, disse Prigozhin.

“Cuidadamente, com precisão, cirurgicamente e à nossa maneira, como sabemos. Durante nossas operações pontuais, removeremos os rins e o fígado de uma só vez”, acrescentou.

Não ficou imediatamente claro o quão sério Prigozhin estava sendo em seus comentários, que pareciam ter sido feitos de forma um tanto sarcástica. Mas os EUA aplicaram sanções contra ele por financiar a Internet Research Agency, uma notória fazenda de trolls russa acusada de se intrometer em várias eleições recentes nos EUA.

Em setembro, Prigozhin também admitiu ter fundado o Wagner Group – um grupo mercenário privado acusado de crimes de guerra na África, Síria e Ucrânia – após anos negando seu envolvimento.

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