OMS entrega primeira ajuda humanitária a Gaza desde março

Entre os suprimentos médicos essenciais estão duas mil unidades de sangue e 1.500 unidades de plasma

Tamar Michaelis, Ibrahim Dahman, Eyad Kourdi e Tim Lister, da CNN
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A Organização Mundial da Saúde (OCHA) informou ter conseguido entregar nove caminhões com suprimentos médicos essenciais para a Faixa de Gaza na quarta-feira (25), o primeiro carregamento desse tipo desde o início de março.

A ajuda incluiu duas mil unidades de sangue e 1.500 unidades de plasma.

Enquanto as agências lutam para distribuir a limitada ajuda permitida em Gaza, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou na quarta-feira que toda a população do território enfrentará altos níveis de insegurança alimentar aguda, com quase 500 mil pessoas enfrentando o que chamou de “níveis catastróficos de insegurança alimentar”.

O OCHA afirmou na quinta-feira (26) que “para atender às necessidades humanitárias e ajudar a reduzir os saques, é essencial levar mais bens humanitários e comerciais essenciais para Gaza e facilitar sua distribuição segura por toda a Faixa de Gaza”.

O escritório acrescentou que seis das 17 tentativas de coordenar os movimentos humanitários em Gaza foram categoricamente rejeitadas pelas autoridades israelenses.

Mais sobre a ajuda a Gaza

A controversa Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), de gestão privada, afirmou ter sido a única organização humanitária autorizada a distribuir ajuda alimentar no território na quinta-feira (26).

“Nossa esperança é que esta seja uma pausa temporária e que todas as outras organizações humanitárias possam retomar a distribuição na região em breve”, declarou seu Diretor Executivo interino, John Acree.

Uma autoridade israelense confirmou à CNN que somente a GHF distribuiu ajuda na quinta-feira.

A agência israelense responsável pela transferência de ajuda humanitária para Gaza — COGAT — informou na quarta-feira que 150 caminhões de ajuda humanitária transportando alimentos, papinhas e fórmulas infantis, além de suprimentos médicos e medicamentos, foram transferidos para o norte e o sul do território.

No mesmo dia, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram que o Hamas estava “mais uma vez tomando o controle da ajuda humanitária que entra no norte da Faixa de Gaza” e ordenaram que o exército israelense apresentasse um plano de ação para impedir que o Hamas recebesse ajuda em até 48 horas.