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    Otan defende auxílio militar à “heroica” Ucrânia; Rússia intensifica ataques

    Otan também convidou Suécia e Finlândia à aliança e prometeu aumento de forças de combate contra qualquer futuro ataque da Rússia

    Míssil russo atinge shopping center em cidade ucraniana de Kremenchuk
    Míssil russo atinge shopping center em cidade ucraniana de Kremenchuk 28/06/2022Imagem de câmera de segurança via Instagram @zelenskiy_official/Divulgação via REUTERS

    Sabine SieboldRobin EmmottPavel Polityukda Reuters

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    A Otan classificou a Rússia, nesta quarta-feira (29), como a maior “ameaça direta” à segurança do Ocidente após a invasão russa à Ucrânia, e concordou com planos para modernizar as Forças Armadas ucranianas, dizendo que apoia totalmente a “defesa heroica de seu país” pelos ucranianos.

    Em uma cúpula dominada pela invasão e pela convulsão geopolítica que ela causou, a Otan também convidou Suécia e Finlândia à aliança e prometeu um aumento de sete vezes a partir de 2023 de forças de combate em alto nível de alerta no seu flanco leste, contra qualquer futuro ataque da Rússia.

    Em reação, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que a Rússia responderia na mesma moeda se a Otan organizasse infraestrutura na Finlândia e na Suécia, depois que elas entrarem na aliança militar liderada pelos EUA.

    Putin disse, segundo agências de notícias russas, que não poderia descartar que tensões emergissem nas relações de Moscou com Helsinki e Estocolmo após eles entrarem na Otan.

    O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou mais deslocamentos de forças por terra, mar e ar ao longo da Europa, da Espanha, no oeste, à Romênia e à Polônia, na fronteira com a Ucrânia.

    “A guerra do presidente Putin contra a Ucrânia despedaçou a paz na Europa e criou a maior crise de segurança na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, em uma entrevista coletiva. “A Otan respondeu com força e união”.

    Enquanto os 30 líderes da Otan se reuniam em Madri, as forças russas intensificaram os ataques na Ucrânia, com mísseis e bombardeios na região de Mykolaiv, no sul, perto das linhas de frente e do Mar Negro.

    O prefeito da cidade de Mykolaiv disse que um míssil russo matou pelo menos cinco pessoas em um prédio residencial, e Moscou afirmou que suas forças haviam atingido o que chamou de base de treinamento para mercenários estrangeiros na região.

    O governador da província de Luhansk, no leste, relatou “lutas em todo lugar”, em uma batalha em torno da cidade de Lysychansk, que as forças russas estão tentando cercar ao avançar gradualmente em uma campanha para conquistar toda a região industrial de Donbas, no leste da Ucrânia, em nome de representantes separatistas. Donbas é composto pelas províncias de Donetsk e Luhansk.

    Aludindo à deterioração das relações com a Rússia desde a invasão, um comunicado da Otan chamou a Rússia de “mais significativa e direta ameaça à segurança dos aliados”, após anteriormente tê-la classificado como uma “parceira estratégica”.

    A Otan emitiu um novo documento de Conceito Estratégico, o seu primeiro desde 2010, que diz que uma “Ucrânia forte e independente é vital para a estabilidade da região Euro-Atlântica”.

    “Estamos em total solidariedade ao governo e ao povo da Ucrânia na heroica defesa do seu país”, disse o comunicado.

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