Otan está reunindo provas para incriminar Putin por crimes de guerra, dizem EUA

Declaração foi dada pela representante permanente do país na aliança, Julianne Smith, nesta terça-feira (5)

Presidente russo, Vladimir Putin.
Presidente russo, Vladimir Putin. Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin via REUTERS

James Fraterda CNN

em Bruxelas

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A representante permanente dos Estados Unidos na Otan, Julianne Smith, disse nesta terça-feira (5) que a aliança está reunindo evidências para responsabilizar o presidente russo Vladimir Putin e sua equipe por “crimes de guerra” na Ucrânia.

“O que temos que fazer é coletar as informações de que precisamos para responsabilizar Putin e sua equipe em Moscou, e você pode fazer isso por vários caminhos, é claro que é o caminho do Tribunal Penal internacional. Há uma opção das Nações Unidas. Existem várias maneiras de fazer isso”, disse ela, em entrevista coletiva em Bruxelas.

Respondendo a uma pergunta sobre como os Estados Unidos ajudarão na investigação dos supostos crimes de guerra cometidos pelas forças russas na Ucrânia, Smith disse: “em primeiro lugar, precisamos entender completamente o que está acontecendo no fronte, precisamos coletar o máximo de informações possível.”

“Agora estamos contando com relatos em primeira mão de cidadãos ucranianos. Estamos vendo algumas organizações internacionais, as ONGs estão começando a coletar informações também. Montando uma narrativa, tentando juntar algum sentido do que aconteceu, enquanto olhamos novamente para essas imagens horríveis saindo de Bucha, mas, possivelmente em outros locais também”, acrescentou.

Smith advertiu que é “muito cedo para dizer definitivamente o que aconteceu” em Bucha e outras cidades onde supostos crimes de guerra foram cometidos pela Rússia, mas acrescentou que “estamos bastante confiantes de conseguiremos juntar as evidências de que precisamos para responsabilizar Putin”.

Ela disse que uma das estratégias da Otan para tomar ações preventivas na Ucrânia tem sido tentar antecipar as “escolhas estratégicas” de Putin. “Se você chamar a atenção deles sobre o que acreditamos que eles possam estar planejando, talvez isso altere seus planos”, concluiu a embaixadora.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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