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    Otan se preocupa com segurança energética da Europa em meio a impasse com Rússia

    Maior fornecedora de gás natural do continente, Rússia reuniu cerca de 120 mil soldados e ameaça invadir a Ucrânia

    Kylie MacLellan e Maxim Rodionovda Reuters

    Londres e Moscou

    A Europa precisa diversificar seu suprimento de energia, disse o chefe da aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ao mesmo tempo em que o Reino Unido alertou que é “altamente provável” que a Rússia, maior fornecedora de gás natural do continente, esteja tentando invadir a Ucrânia.

    A Rússia reuniu cerca de 120.000 soldados perto de sua vizinha e exigiu que a aliança de defesa ocidental retire tropas e armas no leste da Europa e impeça a Ucrânia, ex-Estado soviético, de se juntar à aliança militar ocidental.

    Autoridades dos Estados Unidos disseram que o acúmulo militar da Rússia se expandiu para incluir suprimentos para tratar vítimas de qualquer conflito. Do outro lado da fronteira, na Ucrânia, moradores são treinados como reservistas do Exército enquanto o governo se prepara para um possível conflito.

    Moscou nega qualquer plano de invasão, mas disse no domingo (30) que pedirá à Otan que esclareça se pretende implementar os principais compromissos de segurança, depois de dizer anteriormente que a resposta da aliança às suas demandas não foi suficientemente longe.

    “Se eles não pretendem fazê-lo, devem explicar o motivo”, disse o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na televisão estatal. “Esta será uma questão chave para determinar nossas propostas futuras.”

    Em um sinal das tensões, o Canadá afirmou no domingo que estava retirando temporariamente pessoal não essencial de sua embaixada na Ucrânia, mas acrescentou que a embaixada permaneceria aberta.

    Os Estados Unidos, que ameaçaram a Rússia com novas sanções importantes se o país invadir a Ucrânia, disseram que estão esperando uma resposta de Moscou. Afirmam que a Otan não vai se retirar do leste europeu ou impedirá a entrada da Ucrânia, mas estão prontos para discutir tópicos como controle de armas e medidas de fortalecimento da confiança.

    Senadores dos EUA estão muito perto de concordar com uma legislação para impor sanções, disseram dois importantes parlamentares que trabalham no projeto no domingo. As medidas incluem visar os bancos russos mais importantes e a dívida soberana russa, além de oferecer assistência mais letal à Ucrânia.

    Washington passou semanas tentando chegar a um acordo com os parceiros europeus sobre um pacote de sanções duro, mas a questão é polêmica, com a Alemanha pedindo “prudência”.

    A União Europeia depende da Rússia para cerca de um terço do seu abastecimento de gás e qualquer interrupção agravaria uma crise energética em andamento causada por escassez.

    Fotos – Na linha de frente, ucranianos se preparam para possível ataque

    “Estamos preocupados com a situação energética na Europa porque demonstra a vulnerabilidade de ser muito dependente de um fornecedor de gás natural e é por isso que os aliados da Otan concordam que precisamos trabalhar e focar na diversificação de suprimentos”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

    O Reino Unido disse no domingo que expandirá o escopo de suas próprias possíveis sanções nesta semana para deter o presidente russo, Vladimir Putin.

    “Achamos que é altamente provável que ele esteja tentando invadir a Ucrânia. É por isso que estamos fazendo todo o possível através da dissuasão e diplomacia, para incentivá-lo a desistir”, disse a secretária de Relações Exteriores, Liz Truss, à televisão BBC.