Otan vai ampliar apoio à Ucrânia após ações hostis da Rússia

Secretário-geral Mark Rutte afirma que Moscou falha em tentar dividir os aliados e enfraquecer a determinação da aliança militar

Da Reuters
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A Otan aumentará o apoio à Ucrânia em resposta às contínuas ações hostis da Rússia, afirmou o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, nesta terça-feira (29), durante uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro da Lituânia, Mindaugas Sinkevicius, em Bruxelas.

“A Rússia continua sua campanha imprudente de ações hostis contra os aliados da Otan. Ela está tentando enfraquecer nossa determinação e interromper nosso apoio à Ucrânia. Mas a Rússia está fracassando”, disse Rutte. Segundo ele, Moscou também não conseguiu enfraquecer a unidade dos aliados e o apoio à Ucrânia.

“Nossa mensagem a Moscou é clara: faremos ainda mais pela Ucrânia, e não menos”, afirmou.

Rutte também pediu que os países-membros mantenham a calma diante das ações russas e continuem apoiando a Ucrânia. Segundo ele, a melhor resposta às ações da Rússia na chamada “zona cinzenta” é ampliar o apoio a Kiev.

“Porque, no fim das contas, o que eles querem fazer é nos dividir, fazer com que percamos o foco na Ucrânia e comecemos a discutir entre nós o que está acontecendo, por quê e como tudo isso se encaixa. Não. Mantenham a calma, sigam em frente e apoiem a Ucrânia”, disse.

O primeiro-ministro da Lituânia reconheceu que os riscos de segurança permanecem, mas afirmou que não há informações concretas que indiquem uma ameaça iminente da Rússia.

“Acho que é necessário verificar se a ameaça está presente para a sociedade. Mas não podemos exagerar e dizer: ‘Ah, alguma coisa vai acontecer nos próximos meses ou semanas’”, afirmou Sinkevicius.

Segundo ele, os serviços de inteligência não apresentaram provas de que a Rússia esteja se preparando para uma nova ação. “O risco continua, mas não está oscilando, aumentando ou diminuindo. Acho que, nesse sentido, precisamos fazer nosso trabalho com calma, e é isso que estamos fazendo”, disse.

O encontro ocorre enquanto os países-membros da Otan continuam fornecendo assistência militar e financeira à Ucrânia e monitorando as atividades russas em toda a Europa.