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    Pacientes e médicos fogem de grande hospital de Rafah, em Gaza

    Organização Mundial de Saúde alertou que fechamento de hospital colocaria em risco a vida de 200 pacientes de diálise

    Destroços após ataque de Israel a Rafah, na Faixa de Gaza
    Destroços após ataque de Israel a Rafah, na Faixa de Gaza 07/05/2024REUTERS/Hatem Khaled

    Mohammad Salemda Reuters

    Médicos e pacientes assustados estão fugindo de um hospital em Rafah, enquanto as transferências de doentes e feridos por uma passagem de fronteira no Egito estão paralisadas devido à operação militar de Israel, disseram médicos e moradores nesta terça-feira (7).

    O hospital Abu Yousef al-Najjar fica em uma área no sul de Gaza que o exército israelense designou como zona de combate no conflito em que ataques israelenses repetidas vezes atingiram hospitais. Apenas um terço deles continua operacional.

    Israel justifica esses ataques dizendo que o Hamas os utiliza com propósitos militares — uma alegação que tanto os funcionários dos hospitais quanto o Hamas negam.

    O médico Marwan al-Hams disse à Reuters que Israel colocou o hospital Abu Youssef al-Najjar no centro do campo de batalha. “Suas ameaças contra ele fizeram com que pessoas e pacientes deixassem o hospital”, disse, acrescentando que alguns funcionários médicos também foram embora.

    O departamento de diálise para pacientes com doenças no rim permanece aberto por enquanto, acrescentou.

    A porta-voz da Organização Mundial de Saúde, Margaret Harris, alertou que seu fechamento colocaria imediatamente em risco as vidas de cerca de 200 pacientes de diálise, porque é o único de Gaza.

    “Se eles forem fechados, isso significa que todas essas pessoas simplesmente morreram de insuficiência renal, porque é isso que as mantém vivas”, afirmou. Outros serviços médicos em Rafah já foram afetados, com alguns serviços suspensos.

    A passagem de Rafah para o Egito foi tomada por Israel e fechada, impedindo tanto retiradas médicas de pessoas doentes e feridas quanto a importação de remédios, dizem grupos de auxílio médico. O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que 140 pacientes estavam programados para sair do enclave sitiado nesta terça-feira, para tratamento.