Países que aderirem à guerra de Trump serão alvos, diz autoridade do Irã
Chefe de segurança iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado até os EUA cumprirem seus compromissos, informou a mídia estatal iraniana

O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, alertou que países da região serão alvos caso decidam aderir à guerra econômica anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, informou a mídia estatal iraniana neste sábado (22).
"Estamos dizendo a todos os países vizinhos para não se juntarem à guerra econômica dos EUA; caso contrário, nós os consideraremos inimigos", afirmou Rezaei.
Segundo a Press TV, o chefe de segurança do Irã também afirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os EUA cumprarm seus compromissos.
A autoridade acrescentou que "a estupidez de Trump empurrou o mundo para a busca por bombas atômicas".
Nesta semana, Trump afirmou que tomará a medida econômica "mais devastadora" já adotada por Washington contra Teerã.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que a movimentação acontece após o Irã "falhar" em aproveitar as chances de fazer um acordo com os EUA.
O presidente americano acrescentou que tomará medidas econômicas contra qualquer país que fornecer qualquer tipo de apoio a Teerã.
“QUALQUER país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou órgãos governamentais ofereçam qualquer tipo de ajuda vital ao Irã enfrentará, por sua vez, CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS TREMENDAS”, afirmou Trump.
O republicano não especificou quais medidas concretas Washington tomaria contra tal país e não citou nenhum país pelo nome.
Um aliado do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que a retórica do presidente americano decorre do "desespero", ao mesmo tempo em que garantiu que Teerã "não se curvará" a Washington, segundo relatos da mídia semioficial iraniana.


