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    Pequim cumpre padrões estatais de qualidade do ar pela primeira vez

    China luta contra os efeitos da poluição no país desde 2014; em 2021, redução de partículas nocivas no ar na capital foi de 13% em comparação ao ano anterior

    David Stanwayda Reuters

    Em 2021, a capital da China, Pequim, cumpriu pela primeira vez os padrões estatais de qualidade do ar, informaram autoridades nesta terça-feira (4), um marco elogiado por especialistas.

    Porém, também foi alertado que a poluição continua alta na capital, que é uma das cidades mais populosas do mundo.

    A China declarou “guerra à poluição” em 2014, após a concentração de fumaça nociva em Pequim e em outros lugares desencadear indignação pública generalizada, o que acarretou em esforços conjuntos para cortar o consumo de carvão, reduzir as emissões em transportes, realocar a indústria de base e reprimir violações ambientais.

    “As melhorias são reais e estão acontecendo em todo o cinturão industrial ao redor de Pequim, assim como em grande parte do resto do país”, disse Lauri Myllyvirta, analista-chefe do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo.

    Porém, ele alertou que a poluição continua alta o suficiente para “constituir um risco permanente à saúde dos residentes”.

    A média anual de pequenas partículas nocivas transportadas pelo ar, conhecidas como PM2.5, foi de 33 microgramas por metro cúbico, quase sete vezes maior do que o nível de 5 microgramas recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Ainda assim, essa leitura representa uma queda de 13% em comparação com o ano anterior, e atendeu pela primeira vez ao padrão provisório da China de 35 microgramas, disseram autoridades durante um briefing nesta terça-feira.

    Yu Jianhua, vice-chefe do departamento de proteção ambiental de Pequim, descreveu os esforços da cidade na última década, bem como a velocidade de suas melhorias, como “sem precedentes”.

    Os moradores de Pequim desfrutaram de quase quatro meses a mais de céu claro no ano passado em comparação a 2013, acrescentou.

    “Melhorias adicionais exigirão uma mudança da utilização de carvão e petróleo para a energia limpa”, disse Myllyvirta.