Fujimori e Castillo estão em empate técnico em disputa presidencial do Peru

Há três semanas das eleições, o candidato da esquerda tem 51,1% das intenções de voto, enquanto a candidata da direita tem 48,9%

Com 95% das urnas contabilizadas, o socialista Pedro Castillo lidera votação presidencial no Peru
Com 95% das urnas contabilizadas, o socialista Pedro Castillo lidera votação presidencial no Peru Foto: Vidal Tarqui - 11.abr.2021/Andina/Reuters

Da CNN, em São Paulo

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Os candidatos à Presidência do Peru Pedro Castillo e Keiko Fujimori estão em empate técnico na disputa da eleição presidencial do Peru, segundo pesquisa de Ipsos de intenção de voto divulgada no país neste domingo (16).

Segundo a pesquisa Ipsos, publicada pelo jornal peruano El Comercio,  o sindicalista Pedro Castillo tem 51,1% da preferência do eleitorado, enquanto Fujimori tem 48,9% das intenções de voto. Com a margem de erro de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, houve um empate técnico.

Entre os dos pesquisados, 14,7% não especificou sua preferência, mas a pesquisa mostrou que Castillo supera sua rival no interior do país, mas Fujimori lidera na capital, Lima.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 14 de maio, com 1.202 participantes. A eleição presidencial no Peru está prevista para acontecer em 6 de junho. 

A candidata da direita, Keiko Fujimori, filha do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, que está preso por violação aos direitos humanos, vem reduzindo a diferença inicialmente mantida pelo candidato da esquerda, que buscou moderar seu discurso para conquistar eleitores do centro.

Os dois candidatos formam os mais votados no 1º turno realizado em 11 de abril. 

Castillo, do partido Peru Livre, que se descreve como “esquerda socialista”, é líder sindical e professor primário de 51 anos. Era praticamente desconhecido semanas antes da eleição, mas  teve uma ascensão rápida na disputa presidencial no primeiro turno, após apoiar sua campanha em áreas pobres do país atingidas duramente pela pandemia do novo coronavírus.

Já a conservadora Keiko Fujimori, defensora do livre mercado, enfrenta um inquérito sobre suposta lavagem de dinheiro, em caso relacionado com a construtora brasileira Odebrecht, que pode resultar em uma pena de 31 anos de prisão. A filha de Alberto Fujimori nega as acusações de corrupção.

 

 

 

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