Ao menos 45 pessoas morreram nos protestos no Irã, diz ONG
Grupo de direitos humanos afirmou que centenas de pessoas ficaram feridas e mais de 2 mil foram detidas desde o início das manifestaçõe
Ao menos 45 manifestantes, incluindo oito pessoas menores de 18 anos, foram mortos nos primeiros 12 dias de protestos em todo o Irã, segundo a ONG de direitos humanos IHRNGO (Iran Human Rights), com sede na Noruega.
O grupo afirmou nesta quinta-feira (8) que centenas de pessoas ficaram feridas e mais de 2 mil foram detidas desde o início das manifestações, em 28 de dezembro de 2025.
A IHRNGO disse que esses números são baseados em casos verificados diretamente ou por meio de duas fontes independentes.
A CNN não pôde verificar esses números de forma independente, pois a mídia não estatal, o acesso à internet e os movimentos de protesto no Irã têm sofrido forte repressão.
"As forças estatais usaram munição real para reprimir os protestos e realizaram prisões em massa em algumas cidades", alegou a IHRNGO.
Protestos se espalham pelo Irã
De acordo com o grupo, os protestos começaram no bazar de Teerã devido às precárias condições econômicas e, desde então, se espalharam rapidamente para 31 províncias e cerca de 110 cidades, com pelo menos 36 universidades aderindo aos protestos com slogans antigovernamentais.
Um vídeo geolocalizado pela CNN mostra centenas de manifestantes marchando em uma área no noroeste de Teerã na noite desta quinta-feira, no horário local.
A IHRNGO relata que 13 manifestantes foram mortos somente em 7 de janeiro, marcando o dia mais mortal dos protestos até o momento.
“As evidências mostram que a repressão está se tornando mais violenta e mais abrangente a cada dia”, disse Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da ONG.
“As Nações Unidas e a comunidade internacional têm a responsabilidade de agir decisivamente, dentro da estrutura do direito internacional, para impedir o assassinato em massa de manifestantes”, acrescentou.
Enquanto isso, o site de monitoramento da internet NetBlocks afirmou nesta quinta que o Irã está atualmente “em meio a um apagão nacional da internet”.
“O incidente ocorre após uma série de medidas crescentes de censura digital contra protestos em todo o país e prejudica o direito do público à comunicação em um momento crítico”, disse a NetBlocks em uma publicação no X.


