Polícia do Reino Unido diz que morte de ex-ministra foi ataque direcionado
Caso está sendo investigado pelo departamento de operações antiterrorismo

A polícia antiterrorismo britânica informou nesta terça-feira (14) que a ex-ministra do governo Ann Widdecombe, encontrada assassinada em sua casa na semana passada, foi claramente alvo de um ataque premeditado, acrescentando que os agentes ainda trabalham para determinar a motivação do crime.
"Está claro que se tratou de um ataque direcionado. Ainda estamos trabalhando para entender a extensão de qualquer planejamento ou preparação e a motivação por trás desse ataque", disse aos repórteres o comissário-assistente Laurence Taylor, chefe das operações antiterrorismo da polícia britânica.
Taylor não quis comentar a motivação do agressor, afirmando: "É uma investigação complexa. Seria um erro da minha parte tentar atribuir uma ideologia (ao agressor) ou definir qual poderia ser essa motivação nesta fase."
A polícia local prendeu um homem britânico no final do sábado (11), sob suspeita do assassinato. Agentes antiterrorismo, que assumiram a investigação na segunda-feira (13), efetuaram uma nova prisão do suspeito, desta vez sob a acusação de cometimento, preparação ou incitação a atos de terrorismo.
Taylor disse que a investigação sobre terrorismo corria em paralelo à investigação sobre o assassinato de Widdecombe.
Widdecombe, de 78 anos, que era um membro de destaque do partido populista Reform UK, liderado por Nigel Farage, foi encontrada morta em sua casa, na zona rural do sudoeste da Inglaterra, na última quinta-feira, apresentando o que a polícia descreveu como "ferimentos graves". Ela havia deixado o Parlamento em 2010.
O caso gerou novas preocupações quanto à segurança de políticos no país, após o assassinato de dois parlamentares britânicos em exercício na última década.
Taylor foi questionado se outros políticos reformistas haviam sido alvo do suspeito, mas não respondeu diretamente.
“Claramente, parte da nossa responsabilidade ao investigar crimes desta natureza é nos assegurarmos e, portanto, ao público e a outros também, de qualquer ameaça existente”, disse o chefe antiterrorismo.
"Isso formará uma linha de investigação para garantir que estamos adotando todas as medidas apropriadas para mitigar qualquer ameaça caso ela se torne aparente. Não estou dizendo que existe ou não... mas é claro que essa será uma linha de investigação."

